Crises geopolíticas elevam riscos de ciberataques e desafiam segurança das empresas

A proteção de dados ganha destaque em meio a crises geopolíticas, com 64% das empresas percebendo aumento no risco de ciberataques. Descubra mais!

27/04/2026 04:11

3 min

Crises geopolíticas elevam riscos de ciberataques e desafiam segurança das empresas
(Imagem de reprodução da internet).

O papel da proteção de dados em meio a crises geopolíticas

O atual cenário de crises geopolíticas trouxe um novo foco para a proteção de dados e informações nas estratégias de empresas de todos os tamanhos. Uma pesquisa da TLD, especializada em cibersegurança, revelou que 64% das empresas entrevistadas percebem um aumento no risco de ciberataques devido ao agravamento das tensões globais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a pesquisa indicou que, em meio a essas fragilidades, os investimentos em segurança cibernética podem sofrer cortes de até 13%, tornando as instituições alvos potenciais para invasões e roubo de dados.

Rafael Dantas, chefe de Cibersegurança da TLD, destacou que a cibersegurança deixou de ser uma questão meramente técnica e passou a ser um aspecto estratégico nas decisões corporativas, influenciando investimentos, prioridades e até a soberania digital dos países. “A geopolítica deixou de ser apenas um pano de fundo e se tornou um fator direto nas decisões de cibersegurança”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse novo cenário tem levado muitas organizações a reavaliar suas estratégias de segurança.

Estratégias e engenharia social

Com o aumento dos custos de bens e serviços, muitas empresas precisam reestruturar suas operações, mesmo com a redução da capacidade financeira para investir em segurança cibernética. Dantas explicou que essa movimentação não se limita a cortes de recursos, mas envolve uma redistribuição baseada em riscos. “Não se trata apenas de cortes, mas de entender que as organizações devem ajustar suas estratégias levando em conta fatores geopolíticos”, afirmou.

Leia também

Além de implementar métodos para prevenir riscos, a análise do cenário e o conhecimento sobre ameaças são essenciais para estabelecer uma nova estrutura de segurança nos sistemas. Felipe Lutz, CIO da Outsera, ressaltou que uma das principais falhas das empresas está relacionada à engenharia social, que busca enganar ou manipular a confiança das pessoas. “Engenharia social explora as fragilidades do comportamento humano.

Esse tipo de ataque não foca no financeiro, mas no impacto social”, complementou Dantas.

Avanços e limitações do Brasil na segurança cibernética

No contexto global, o Brasil apresenta uma posição ambígua em cibersegurança, sendo reconhecido por inovações no sistema financeiro, como o Pix, mas também enfrentando desafios estruturais que limitam sua autonomia digital. Segundo uma pesquisa da Fortinet, no primeiro trimestre de 2025, foram registradas 314 bilhões de atividades maliciosas direcionadas ao Brasil, incluindo 41,9 milhões de distribuições de malwares e 2,4 bilhões de tentativas de exploração de vulnerabilidades.

De acordo com Lutz, o país enfrenta um grande desafio devido à dependência do mercado externo, que afeta a indústria nacional de software. “Dependemos muito do exterior para hardware”, afirmou. Nesse contexto, o papel do Estado se torna ainda mais importante.

Rafael Dantas enfatizou a necessidade de aumentar a coordenação entre setores e fortalecer a proteção de sistemas estratégicos. “O governo deve assumir um papel de regulação e coordenação”, destacou, ressaltando a vulnerabilidade das instituições governamentais em relação aos serviços públicos digitais.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!