Crise no Oriente Médio: petróleo Brent dispara a US$ 100 e pressiona a economia global

Petróleo Brent atinge US$ 100 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, o que pressiona a inflação global.

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Foto: Reprodução

Crise no Oriente Médio impulsiona preço do petróleo Brent

Na madrugada desta quinta-feira, 12 de março de 2026, o petróleo Brent atingiu US$ 100,00 por barril, um aumento significativo que gerou preocupação no mercado internacional. A valorização, que ocorreu após registrar US$ 97,90 às 9h da manhã, reflete o temor crescente de interrupções na produção e no transporte de petróleo devido à escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

O principal foco da atenção reside na instabilidade do Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o fluxo de petróleo na região. A tensão se intensificou nos últimos dias, impulsionada pelo anúncio do Irã de fechar o estreito em resposta aos ataques recentes conduzidos por forças israelenses e americanas.

Essa situação complexa tem gerado incertezas sobre o fornecimento global de petróleo.

O petróleo Brent é amplamente reconhecido como a principal referência internacional para contratos de petróleo, exercendo influência direta sobre os preços dos combustíveis em diversos países. Cada aumento no preço do barril impacta diretamente o custo da energia, pressionando os índices de inflação e afetando a economia como um todo.

O petróleo é um insumo essencial para setores como transporte, indústria e logística, o que se traduz em aumento de preços de combustíveis, fretes e produtos derivados. Esse cenário eleva os custos para as empresas e reduz o poder de compra das famílias, frequentemente levando bancos centrais a manter taxas de juros elevadas para controlar a inflação.

Analistas econômicos alertam que um barril acima de US$ 100 aumenta o risco de desaceleração econômica global, especialmente se o conflito no Oriente Médio persistir e impactar a produção da região.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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