Crise Energética em Cuba: Ministro alerta sobre esgotamento das reservas de petróleo

Crise Energética em Cuba se Agrava
Os sérios problemas energéticos que afligem Cuba estão prestes a se intensificar, conforme alertou o ministro da Energia do país na quarta-feira, 13 de março de 2026. Vicente de la O Levy, ministro cubano de Energia e Minas, fez uma declaração em uma transmissão especial na televisão, afirmando que as reservas de petróleo estão se esgotando. “A situação está muito tensa, está ficando cada vez mais quente”, comentou de la O Levy, referindo-se ao aumento da demanda por energia durante os meses quentes de verão na ilha caribenha.
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Nos últimos dias, pequenos grupos de cubanos têm se manifestado nas ruas, frequentemente à noite, batendo panelas e frigideiras em protesto. O ministro, com um semblante preocupado, reiterou que as reservas de petróleo para a sobrecarregada rede elétrica da ilha estão praticamente no fim. “Não temos absolutamente nenhum diesel”, afirmou ele.
Impactos do Bloqueio e Protestos
A situação se agravou após o ataque dos EUA à Venezuela, aliada de Cuba rica em petróleo, em janeiro, e a declaração do governo Trump de que o governo cubano representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA. A ilha, sob regime comunista, enfrenta um bloqueio que limita o fornecimento de petróleo.
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Além de um carregamento de petróleo russo doado, as autoridades cubanas relatam que não recebem remessas de petróleo dos EUA há mais de quatro meses.
Os cubanos enfrentam apagões frequentes que duram a maior parte do dia, e muitos reclamam da falta de energia suficiente para carregar ciclomotores elétricos e celulares. Muitas pessoas acordam durante a noite, nos breves momentos em que a eletricidade está disponível, para realizar tarefas básicas como lavar roupas e cozinhar.
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Uso de Energia Solar e Desafios
Embora de la O Levy tenha mencionado que a ilha está aumentando o uso de energia solar, graças a painéis doados pela China, ele destacou que a cobertura de nuvens e as condições climáticas variáveis afetam a geração de energia. Sem baterias adequadas para armazenar a eletricidade gerada, a energia solar não alivia a situação durante as horas de pico noturnas. “Em Havana, os apagões agora ultrapassam 20 a 22 horas por dia”, disse o ministro.
O governo Trump busca pressionar o governo cubano a abrir a ilha política e economicamente, visando a destituição da atual cúpula governamental para que as sanções econômicas sejam suspensas. O presidente Donald Trump declarou que o governo cubano está à beira do colapso e considera a possibilidade de uma intervenção militar.
As autoridades cubanas, por sua vez, rejeitaram veementemente essa pressão e prometeram resistir a qualquer ação militar.
Oferta de Ajuda dos EUA
Na quarta-feira, um comunicado do Departamento de Estado dos EUA informou que o país está oferecendo US$ 100 milhões em ajuda a Cuba para promover “reformas significativas no sistema comunista”. O comunicado enfatiza que a decisão cabe ao regime cubano: aceitar a oferta de assistência ou negar ajuda essencial para a sobrevivência da população, responsabilizando-se por impedir o acesso a essa ajuda crucial.
Na quinta-feira, o governo cubano declarou que está “pronto para ouvir” ofertas de ajuda, embora tenha destacado que não possui informações detalhadas sobre a proposta do Departamento de Estado. “Ainda não está claro se essa ajuda será material ou em dinheiro, ou se será destinada a atender às necessidades mais urgentes da população, como combustível, alimentos e medicamentos”, afirmou Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



