Cpers lidera protestos contra PPP nas escolas estaduais no RS

Cpers intensifica mobilização contra PPP nas escolas estaduais com foco no leilão iminente.

Cpers Sindicato considera que a proposta representa um processo de privatização da educação pública e defende o cancelamento do leilão

Educadores da rede estadual do Rio Grande do Sul realizaram nesta quinta – feira o ato público contra uma Parceria Público – Privada (PPP) proposta pelo governo de Eduardo Leite (PSD), que visa conceder serviços das escolas estaduais.

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A mobilização acontece em um momento crucial para a educação gaúcha, pois antecede leilão marcado para 23 de julho na B 3, Bolsa de Valores de São Paulo. O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers Sindicato) planeja usar as ruas e espaços públicos como palco principal no debate sobre privatizações educacionais.

O cerne da disputa: concessão ou manutenção pública

Segundo o Cdispers Sindicato, os termos propostos pela PPP envolvem a cessão desses direitos à iniciativa privada por um período total de 25 anos. A proposta abrange serviços essenciais em nove escolas estaduais— infraestrutura, limpeza, alimentação, conservação e manutenção das unidades escolares.

Enquanto o governo estadual defende que este modelo é capaz de melhorar significativamente a estrutura física do ensino público – garantindo que a gestão pedagógica permaneça sob responsabilidade direta dos órgãos públicos –, o sindicato vê apenas uma privatização da educação estatal.

A visão sindical sobre recursos. O Cpers Sindicato argumenta veementemente contra qualquer processo dessa natureza, defendendo anular completamente o leilão. Para os educadores organizados na entidade, todos os valores previstos para essa parceria deveriam ser aplicados diretamente no fortalecimento e investimento contínuo dentro da própria rede estadual gaúcha de escolas públicas

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Mobilizações em Porto Alegre

Em questão de hoje (16), a concentração dos manifestantes está prevista por volta das 9h 30 minutos em frente à primeira Coordenadoria Regional de Educação (CRE). O ponto inicial do ato é localizado na Rua André Belo, número 709, bairro Menino Deus.

Após se reunir neste local estratégico, o grupo fará uma caminhada até chegar à Secretaria Estadual da Educação (Seduc), situada na Avenida Dolores Alcaraz Caldas, no bairro Praia de Belas. A mobilização foi aprovada pela assembleia geral e deve envolver os quarenta e dois núcleos que compõem toda a entidade pelo estado inteiro

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A presidenta Rosane Zan reforçou publicamente em um apelo aos colegas educadores: “Precisamos conversar com a sociedade… dizer ‘não venda a minha escola’, defender não apenas contra a privatização ou mercantilização do ensino”. Ela convida todos para participar ativamente dessa luta.

“Vamos panfletar nas ruas, praças […] até nos bancos”, explicou ainda ela sobre as ações planejadas durante o dia de greve. O objetivo é garantir que mais pessoas entendam por que são contrárias à entrega das 98 escolas estaduais ao setor privado e pressionarem pela interrupção imediata desse processo.”