O Copom se reúne hoje para decidir sobre a Selic, com expectativas de corte em risco. O que os analistas estão prevendo? Descubra agora!
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (17) uma reunião para deliberar sobre as taxas de juros do Brasil. Atualmente, a Selic está fixada em 15% ao ano, e há previsões de que possa ser reduzida. No entanto, as expectativas do mercado em relação a essa decisão têm se deteriorado recentemente.
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No último comunicado, a expectativa de corte vinha se consolidando, mas a situação se complicou devido a uma guerra que envolve a maior economia do mundo e a principal região produtora de petróleo. Desde o dia 28 de fevereiro, o mercado estava apostando em uma redução de 0,5 ponto percentual nesta reunião, levando a Selic a 14,5%, conforme o boletim Focus, que reflete as expectativas dos agentes econômicos.
Contudo, a publicação de segunda-feira (16) trouxe novos dados que alteraram essa perspectiva.
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Outro indicador mostrou que a crença de que a Selic será mantida no mesmo patamar ganhou força entre os investidores, com mais pessoas apostando na manutenção do que em um corte mais significativo. A XP, em seu relatório de “esquenta” para o Copom, mudou sua previsão de corte de 0,5 ponto para manutenção, afirmando que é “melhor esperar um pouco mais”.
A empresa destacou que as incertezas no cenário atual justificam uma abordagem mais cautelosa.
A XP também observou que a atividade econômica interna está se recuperando e que os núcleos da inflação estão acima da meta. Assim, concluiu que, desde a última reunião do Copom em janeiro, as principais variáveis que influenciam a inflação indicam uma tendência de alta.
O Bank of America (BofA) acredita que o BC deve manter o guidance dado em janeiro, apesar das incertezas globais. Os analistas do banco afirmam que o choque no setor petrolífero é “em grande parte exógeno”, permitindo que o BC ignore os “efeitos de primeira ordem” e foque nas pressões locais.
O BofA também espera que o comunicado do Copom tenha um tom cauteloso, evitando um forward guidance explícito sobre a flexibilização monetária futura.
O Daycoval, que também prevê um corte de 0,25 ponto, destacou que o comitê deve enfatizar que o compromisso com a meta requer cautela quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que garantam maior confiança na meta de inflação.
Por outro lado, há economistas, como os do Inter, que ainda defendem a possibilidade de um corte de 0,5 ponto. A economista-chefe Rafaela Vitória observou que a inflação apresenta sinais de melhora, mesmo com números acima das expectativas de fevereiro.
Ela também mencionou que os efeitos da alta do petróleo são parcialmente compensados pela desvalorização do dólar em relação ao real.
A consultoria Eytse Estratégia, fundada por Sérgio Goldenstein, também compartilha a visão de que a escalada dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio gera preocupações sobre pressões inflacionárias. Goldenstein acredita que a comunicação do BC manterá um tom cauteloso, sem se deixar influenciar pela volatilidade de curto prazo do mercado.
A principal dúvida permanece em relação ao tamanho do corte inicial, com a possibilidade de um corte de 0,50 p.p. ou 0,25 p.p., dependendo da postura do Comitê diante das incertezas externas.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.