Empresários de São Paulo pressionam por mudanças na PEC da Redução de Jornada em Brasília

Empresários de São Paulo Buscam Alterações na PEC da Redução de Jornada
Com a sinalização do Congresso sobre a aprovação do fim da escala 6×1, empresários de São Paulo alteraram suas estratégias e agora tentam sensibilizar os parlamentares em relação a alguns aspectos do texto. Entre as principais demandas estão compensações às empresas, com regras específicas para pequenos negócios.
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Uma comitiva de empresários, liderada pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), chega a Brasília nesta terça-feira (12) para negociar mudanças na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe a redução da jornada de trabalho.
Nesta visita, a comitiva apresentará sugestões de emendas à PEC aos congressistas. Um dos principais pedidos do setor produtivo é que a alteração na jornada de trabalho venha acompanhada de um modelo de compensação por parte do governo. Os empresários argumentam que a PEC pode resultar em aumento nos preços finais.
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A FecomercioSP estima que a mudança proposta elevaria o custo do trabalho em 22%.
Propostas de Emenda e Preocupações do Setor Produtivo
O setor produtivo também defende a criação de regimes diferenciados, limitando a aplicação das novas regras a novos contratos, visando proteger especialmente as micro, pequenas e médias empresas. O governo propõe a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem cortes salariais e garantindo dois dias de descanso, no modelo 5×2.
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A PEC está em análise, e o deputado Hugo Motta deseja que a proposta seja aprovada até o final de maio.
Diante das preocupações, os empresários buscam minimizar os impactos por meio de emendas. Entre as propostas a serem apresentadas a deputados e senadores, destacam-se: a prevalência das convenções e acordos coletivos sobre qualquer legislação relacionada à duração do trabalho; mudanças remuneratórias devem ser feitas via acordo coletivo, e não por alterações legais; o governo deve criar medidas de compensação econômica às empresas; a lei deve considerar os regimes diferenciados das diversas atividades do setor produtivo, especialmente comércio, logística e construção; e a legislação deve estabelecer regimes diferenciados, principalmente em relação a encargos tributários sobre as folhas de pagamento, para micro, pequenas e médias empresas.
Na semana passada, a comitiva se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros parlamentares. Durante esses encontros, os empresários expressaram que a proposta pode resultar em aumento dos custos da hora trabalhada, redução da produtividade no Brasil, diminuição na geração de empregos, limitação do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e perda de competitividade dos negócios nacionais.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



