Copa do Mundo de 2026: Calor extremo pode impactar desempenho dos atletas!

Copa do Mundo de 2026 e o Desafio do Calor Extremo
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada em várias cidades dos Estados Unidos, México e Canadá, enfrenta um desafio significativo fora de campo: o calor extremo causado pelas mudanças climáticas. Um estudo da Climate Central revela que 97 das 104 partidas programadas para o torneio estão em risco de serem afetadas por altas temperaturas.
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Essa situação é considerada crítica, pois quase metade das partidas, 49 no total, tem pelo menos 50% de chance de apresentar condições térmicas que podem prejudicar fisicamente os atletas.
Em 26 desses jogos, a influência das mudanças climáticas aumentou a probabilidade de calor extremo em mais de 10 pontos percentuais. A preocupação dos especialistas gira em torno do limite térmico de 28ºC, um patamar que, segundo estudos anteriores, é crucial para o desempenho físico dos jogadores de futebol.
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Acima dessa temperatura, os atletas tendem a percorrer distâncias menores, realizar menos sprints e perder o ritmo explosivo necessário para jogadas decisivas.
Impacto nas Táticas de Jogo
A fadiga térmica pode levar algumas seleções a alterar suas estratégias e táticas de jogo. Equipes que dependem da velocidade e da pressão constante podem ser as mais afetadas. O estudo também destaca confrontos específicos que serão particularmente desafiadores devido ao clima.
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- Alemanha x Curaçao (Houston, 14 de junho): 96% de chance de calor prejudicial.
- Inglaterra x Croácia (Dallas, 17 de junho): 95% de probabilidade de temperaturas que podem afetar o desempenho, mesmo em estádio climatizado.
- Escócia x Brasil: 95% de chance de calor prejudicial.
- Uruguai x Espanha (Guadalajara, 26 de junho): 70% de chance de calor debilitante, 37 pontos percentuais a mais do que seria sem a poluição global.
- Final (Nova Jersey, 19 de julho): 47% de chance de calor que altera as condições físicas dos atletas, quase o dobro do risco histórico.
Segurança dos Atletas e Adaptação ao Calor
Além do desempenho, a segurança dos jogadores também é uma preocupação. O sindicato global de jogadores (FIFPRO) utiliza o índice de calor úmido (WBGT), que combina temperatura, umidade e radiação solar, para estabelecer protocolos de saúde.
A recomendação é que as partidas sejam adiadas quando o índice atingir 28°C WBGT, considerado inseguro para a prática esportiva. No entanto, um estudo da World Weather Attribution aponta que as normas atuais da FIFA permitem a interrupção ou adiamento apenas quando o índice chega a 32°C WBGT.
Das 16 cidades-sedes da Copa do Mundo, apenas três têm estádios totalmente climatizados: Atlanta, Dallas e Houston. Outras duas arenas possuem resfriamento passivo ou teto retrátil. A maioria dos estádios (11) é ao ar livre, expondo jogadores e torcedores diretamente ao calor.
Para minimizar os efeitos, a organização da Copa implementou medidas como paradas obrigatórias de três minutos em cada tempo de jogo, prioridade para partidas à noite em cidades historicamente mais quentes (como Miami e Monterrey) e o uso de ferramentas para estimar o estresse térmico nas sedes.
A Copa do Mundo terá início no dia 11 de junho e se encerrará em 19 de julho. A partida inaugural será entre México e África do Sul, reeditando a estreia da Copa de 2010, no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 13h no horário local, ou às 16h no horário de Brasília.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



