Cooxupé reporta avanço de 20,1% na colheita de café arábica até 19 de junho de 2026

O avanço na colheita de café arábica pela Cooxupé reflete a recuperação do setor, com regiões como Matas de Minas liderando o progresso

Lavoura de café descafeinado

A colheita de café arábica no Brasil, conduzida pela Cooxupé, a maior cooperativa do país, alcançou 20,1% da área produtiva até o dia 19 de junho de 2026. Esse número representa um avanço significativo de quatro pontos percentuais em comparação à semana anterior, quando a colheita atingia apenas 16% dos cafezais.

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Os dados foram divulgados em um levantamento semanal realizado pela cooperativa, que abrange uma vasta área de atuação em mais de 370 municípios do Sul de Minas, Cerrado Mineiro,Matas de Minas e Média Mogiana paulista.

Avanços Regionais na Colheita

Entre as regiões monitoradas pela Cooxupé, as Matas de Minas se destacaram com um progresso notável, registrando 25% da safra já colhida. Em seguida, o Sul de Minas apresentou um avanço de 24,5%, enquanto a região da Média Mogiana, em São Paulo, contabilizou 23,9% da produção colhida.

No Cerrado Mineiro, a situação é diferente; a colheita atingiu apenas 11,7% da produção total. Esses dados são fundamentais para entender o panorama atual da cafeicultura nacional e sua evolução ao longo das safras.

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Com aproximadamente 22 mil cafeicultores associados, a Cooxupé se posiciona como um termômetro para o mercado cafeeiro brasileiro devido à sua importância no setor. A cooperativa não apenas representa uma grande parte da produção nacional, mas também influencia os preços e as tendências do mercado interno e externo.

Condições Climáticas e Impactos na Colheita

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Em outra frente no estado de Minas Gerais, a Expocacer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado) reportou que a colheita do café arábica chegou a 18% entre os dias 13 e 18 de junho. Entretanto, as condições climáticas adversas impactaram negativamente as atividades de campo.

Durante esse período, foram registrados 32,8 milímetros de chuvas que afetaram diretamente as operações de colheita em diversas propriedades. O boletim da Expocacer destacou que essa quantidade significativa de precipitações resultou no molhamento dos terreiros e causou interrupções nas atividades diárias dos cafeicultores.

Essas chuvas também atrasaram o processo de secagem do café, uma etapa crucial para garantir a qualidade do produto final. Apesar desse cenário desafiador e das possíveis implicações na qualidade dos lotes devido à umidade excessiva, técnicos da Expocacer mantêm uma perspectiva otimista quanto à produção no Cerrado Mineiro.

A cooperativa continua prevendo uma safra robusta para este ano, estimando cerca de 2,86 milhões de sacas de 60 kg para 2026.

A situação atual das colheitas nas principais cooperativas brasileiras reflete não apenas os desafios enfrentados pelos produtores devido às condições climáticas mas também a resiliência do setor cafeeiro nacional. O acompanhamento contínuo dessas variáveis é essencial para entender as dinâmicas do mercado e preparar os cafeicultores para os próximos passos na safra.