Contratos futuros da soja caem na Bolsa de Chicago; o que está por trás da desvalorização?
A queda nos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago reflete a desvalorização do óleo de soja e a crise na suinocultura chinesa. O que mais está afetando
Contratos Futuros da Soja Fecham em Queda na Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja apresentaram queda nesta quinta-feira (11) na Bolsa de Chicago. O vencimento para julho teve uma redução de 0,71%, encerrando o pregão a US$ 11,15 por bushel. De acordo com a Agrinvest, o mercado foi impactado pela desvalorização do óleo de soja e pelas expectativas em relação a um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.
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Além disso, o mais recente relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também influenciou o cenário.
Os investidores permanecem atentos à crise de rentabilidade da suinocultura na China, que continua a restringir o consumo de farelo de soja. Os preços dos suínos no país estão nos menores níveis em mais de quatro anos, cerca de 33% abaixo dos valores do mesmo período do ano anterior.
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Desde outubro, os produtores chineses enfrentam margens negativas, levando à redução de seus plantéis e ao aumento do abate de animais mais jovens. Essa situação tem incentivado a adoção de medidas para cortar custos na alimentação dos rebanhos, incluindo o uso maior de grãos substitutos à soja.
Mercado de Milho Reage a Relatório do USDA
No que diz respeito ao milho, o contrato com vencimento em julho caiu 1,73%, fechando a US$ 4,11 por bushel. Segundo a Granar, o mercado reagiu de forma negativa ao relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apresentou poucos fatores de sustentação para os preços e reforçou um cenário de oferta confortável.
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O documento destacou o aumento nas estimativas de produção na América do Sul e a diminuição da demanda por milho destinado à produção de etanol nos Estados Unidos.
O clima favorável nas principais regiões produtoras norte-americanas continua a ser um fator de pressão sobre os preços. As chuvas regulares têm beneficiado a umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras, melhorando as perspectivas para a safra do país.
No relatório, o USDA elevou sua estimativa para a produção de milho do Brasil na safra 2025/26 de 135 milhões para 138 milhões de toneladas, enquanto a projeção para a Argentina foi revisada de 59 milhões para 61 milhões de toneladas. Apesar do aumento da oferta, as previsões de exportação dos dois países permaneceram inalteradas, em 43 milhões de toneladas cada.
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Trigo: Impactos do Relatório do USDA
O relatório mensal do USDA foi o foco das atenções nesta sessão. A divulgação trouxe uma redução nas estimativas de produção e estoques finais do país, embora o impacto sobre os preços tenha sido limitado. Na Bolsa de Chicago, o contrato para entrega em julho fechou com uma leve queda de 0,13%, cotado a US$ 5,86 por bushel.
O USDA revisou sua projeção para a safra norte-americana de trigo em 2026/27, passando de 42,49 milhões para 42,01 milhões de toneladas.
Essa alteração refletiu uma revisão para baixo na produtividade média das lavouras, que caiu de 31,94 para 31,61 quintais por hectare. Assim, a colheita dos Estados Unidos deve ser uma das menores das últimas décadas, ficando abaixo da produção registrada em 1972/73 e próxima dos níveis observados na safra de 1970/71.
A diminuição da oferta também levou o órgão a revisar os estoques finais do país, que foram ajustados de 20,74 milhões para 20,25 milhões de toneladas, abaixo das expectativas dos analistas privados e distantes dos 25,44 milhões de toneladas projetados para a temporada 2025/26.