Conselheiros tutelares de Curitiba fazem ato e falam em colapso da rede de proteção

O prefeito Eduardo Pimentel prometeu vale-alimentação e um novo conselho em 2026.

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Foto: Reprodução
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Conselheiros tutelares de Curitiba fazem caminhada

Nesta quarta-feira, dia 8, conselheiros tutelares de Curitiba realizaram um ato público em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Esta mobilização marca o terceiro protesto da categoria diante do que consideram um colapso silencioso no sistema de proteção à infância e adolescência.

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Os atos anteriores ocorreram em momentos distintos: o primeiro em 2025, no Bairro Novo, e o segundo em março de 2026, no bairro Cajuru. A manifestação foi liderada por Valter Assis, conselheiro tutelar da Regional Cajuru e coordenador geral do Conselho Tutelar de Curitiba.

A necessidade da mobilização

Para Valter Assis, o protesto é um ato imprescindível. “É um ato necessário, porque chegamos a um ponto em que não podemos mais fingir que não estamos vendo o que está acontecendo”, declarou Assis.

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Segundo o coordenador geral, os esforços de diálogo com o poder público têm se mostrado infrutíferos. Ele apontou que não há previsão de ampliação dos serviços oferecidos pela rede de proteção.

Argumentos éticos e legais

Assis defendeu que a paralisação simbólica do atendimento convencional, substituída pela caminhada, possui amparo ético e legal. O Conselho sente o dever de expor a realidade atual.

Ele argumentou que manter o atendimento no balcão, sabendo que não haverá melhoria nas políticas ou suporte adequado, é irresponsável. A medida, segundo ele, está amparada pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Demandas e respostas oficiais

O lema da caminhada reforçou a pauta: “Mais Políticas Públicas, Mais Conselhos Tutelares, Proteção à Infância e Adolescência”. A organização reuniu trabalhadores da área, famílias assistidas e membros da sociedade civil.

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Em contrapartida, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), utilizou suas redes sociais para informar sobre medidas adotadas. Ele mencionou o encaminhamento de um projeto de lei à Câmara Municipal, que visa conceder um vale-alimentação de R$850,00 aos conselheiros tutelares.

Expansão da rede

Sobre a ampliação da estrutura, Pimentel projetou a criação de um novo conselho tutelar ainda em 2026, com início de funcionamento previsto para 2027. Outros dois conselhos seriam planejados para 2028.

O prefeito destacou a Regional Cajuru como uma das prioridades para essa futura expansão, baseando-se em critérios técnicos como o volume de atendimentos e registros de violação de direitos. Contudo, a prefeitura não detalhou o reforço imediato na estrutura de atendimento enquanto as novas unidades não estiverem operacionais.

Perspectivas

Apesar das projeções de longo prazo feitas pela prefeitura, o Conselho Tutelar manteve sua posição sobre a falta de suporte imediato. Não houve manifestação oficial sobre o reforço estrutural de curto prazo, deixando em aberto a questão do suporte contínuo aos serviços de proteção.

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