Conselheiros de Curitiba protestam: o que o sistema de proteção à infância esconde?

Conselheiros Tutelares de Curitiba protestam em ato público por direitos de crianças. Valter Assis aponta colapso no sistema de proteção. Saiba mais!

Conselheiros Tutelares de Curitiba Realizam Caminhada em Defesa dos Direitos de Crianças

Nesta quarta-feira, dia 8, conselheiros tutelares de Curitiba realizaram um ato público em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Esta mobilização marca o terceiro protesto da categoria diante do que consideram um colapso silencioso no sistema de proteção à infância e adolescência.

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Os atos anteriores ocorreram em momentos distintos: o primeiro em 2025, no Bairro Novo, e o segundo em março de 2026, no bairro Cajuru. A manifestação foi liderada por Valter Assis, conselheiro tutelar da Regional Cajuru e coordenador geral do Conselho Tutelar de Curitiba.

A Necessidade da Mobilização

Para Valter Assis, o protesto é um ato imprescindível. “É um ato necessário, porque chegamos a um ponto em que não podemos mais fingir que não estamos vendo o que está acontecendo”, declarou Assis.

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Segundo o coordenador geral, os esforços de diálogo com o poder público têm se mostrado infrutíferos. Ele apontou que não há previsão de ampliação dos serviços oferecidos pela rede de proteção.

Argumentos Éticos e Legais do Conselho

Assis defendeu que a paralisação simbólica do atendimento convencional, substituída pela caminhada, possui amparo ético e legal. O Conselho sente o dever de expor a realidade atual.

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Ele argumentou que manter o atendimento no balcão, sabendo que não haverá melhoria nas políticas ou suporte adequado, é irresponsável. A medida, segundo ele, está amparada pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As Demandas e as Respostas Oficiais

O lema da caminhada reforçou a pauta: “Mais Políticas Públicas, Mais Conselhos Tutelares, Proteção à Infância e Adolescência”. A organização reuniu trabalhadores da área, famílias assistidas e membros da sociedade civil.

Em contrapartida, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), utilizou suas redes sociais para informar sobre medidas adotadas. Ele mencionou o encaminhamento de um projeto de lei à Câmara Municipal, que visa conceder um vale-alimentação de R$850,00 aos conselheiros tutelares.

Projeções de Expansão da Rede

Sobre a ampliação da estrutura, Pimentel projetou a criação de um novo conselho tutelar ainda em 2026, com início de funcionamento previsto para 2027. Outros dois conselhos seriam planejados para 2028.

O prefeito destacou a Regional Cajuru como uma das prioridades para essa futura expansão, baseando-se em critérios técnicos como o volume de atendimentos e registros de violação de direitos. Contudo, a prefeitura não detalhou o reforço imediato na estrutura de atendimento enquanto as novas unidades não estiverem operacionais.

Perspectivas Futuras para a Proteção

Apesar das projeções de longo prazo feitas pela prefeitura, o Conselho Tutelar manteve sua posição sobre a falta de suporte imediato. Não houve manifestação oficial sobre o reforço estrutural de curto prazo, deixando em aberto a questão do suporte contínuo aos serviços de proteção.