Congresso interrompe votações e só retoma sessões após o 1º turno, em 4 de outubro

A pausa reduz as chances de Lula apresentar antes da eleição avanços nas PECs da Segurança e do fim da escala 6×1.

07/09/2026 04:20

2 min

Fachada do Congresso Nacional
Fachada do Congresso Nacional

O Congresso Nacional deve interromper os trabalhos após uma semana de atividades e só retomar as sessões depois do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo dia 4 de outubro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União – AP), afirmou na última quinta – feira (3) que a próxima semana de esforço concentrado está prevista para começar em 5 de outubro.

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A pausa reduz as chances de a bancada governista aprovar antes da votação as PECs (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança e a que acaba com a escala de trabalho 6×1. As duas propostas avançaram na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas não foram levadas ao plenário.

PECs ficam fora do plenário antes das eleições

Sem a aprovação, Lula não poderá dizer no palanque que conseguiu mudar a jornada de trabalho nem apresentar como concluída a proposta de enfrentamento ao crime organizado. As duas medidas eram tratadas por parlamentares governistas como os principais motes de suas campanhas à reeleição.

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Em entrevista à uma rádio no Ceará, Lula afirmou que espera um “sim” de Davi Alcolumbre antes do segundo turno. O presidente do Senado, porém, vinha resistindo a acelerar a análise da PEC da 6×1.

Ao longo dos quase 4 meses de espera pela proposta, Alcolumbre disse que uma tramitação rápida representaria apenas “carimbar” o texto aprovado pela Câmara dos Deputados de forma “eleitoreira”. Depois de um encontro com Lula, o parlamentar despachou a PEC, mas não a encaminhou ao plenário.

A PEC da Segurança enfrentou um impasse semelhante. O texto ainda tinha emendas pendentes, o que impediu o encerramento da tramitação na CCJ. Por isso, a proposta também não chegou à votação no plenário.

Renovação de cadeiras pode mudar prioridades

O calendário definido para depois do primeiro turno não é o único fator que pode influenciar o comportamento do Congresso Nacional. A renovação das cadeiras também deve pesar nas decisões sobre quais propostas serão analisadas após a eleição.

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Dos 513 deputados da atual legislatura, 438 tentarão se reeleger. No Senado, onde 54 das 81 cadeiras vão à eleição, apenas 32 senadores buscarão renovar seus mandatos.

O destino das PECs pode depender da posição dos parlamentares derrotados nas urnas. Como só há disputa de segundo turno para governadores e presidente, os congressistas que não conseguirem se reeleger poderão priorizar ou deixar em segundo plano a votação das propostas.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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