Conflito no Oriente Médio: Como a Crise do Petróleo Afeta a Economia Global em 2026

O conflito no Oriente Médio impacta a economia global, elevando preços do petróleo e pressionando a inflação. Descubra as consequências para a Selic e o futuro

06/06/2026 06:41

3 min

Conflito no Oriente Médio: Como a Crise do Petróleo Afeta a Economia Global em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Impactos do Conflito no Oriente Médio na Economia Global

O conflito no Oriente Médio continua a gerar efeitos significativos sobre a economia mundial. A interrupção de rotas comerciais essenciais tem elevado os preços do petróleo e de outras commodities, intensificando as pressões inflacionárias e aumentando a volatilidade nos mercados financeiros globalmente.

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Os reflexos dessa situação já são visíveis nos indicadores econômicos.

Dados recentes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) indicam que a inflação nos países-membros subiu de 4% em março para 4,4% em abril. Tatiana Pinheiro, consultora econômica e pesquisadora da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirma que os efeitos da crise do petróleo se tornaram permanentes para a economia brasileira em 2026.

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Ela destaca que a principal consequência foi a diminuição do espaço para cortes na taxa de juros.

Expectativas para a Taxa Selic

De acordo com Tatiana, o mercado agora precifica, no máximo, uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, possivelmente na reunião de junho do Copom (Comitê de Política Monetária). No início do ano, muitos analistas acreditavam que a taxa básica poderia encerrar 2026 próxima de 12%.

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Atualmente, a expectativa é que a Selic permaneça entre 14% e 14,25%. “Mesmo que a guerra terminasse hoje, o espaço para cortes de juros, pelo menos este ano, já se foi”, ressalta.

A pesquisadora acredita que uma redução mais significativa da Selic deverá ser adiada para 2027.

O Papel do Petróleo na Inflação

Pinheiro enfatiza que o petróleo continuará sendo um fator crucial para a inflação global. Estimativas de instituições internacionais indicam que, se o conflito fosse resolvido imediatamente, o preço do barril poderia voltar a ficar entre US$ 65 e US$ 70 no terceiro trimestre.

Contudo, sem uma solução concreta, a tendência é que os preços permaneçam altos, variando entre US$ 90 e US$ 110 por barril.

Buscando Alternativas

Ao discutir formas de reduzir a dependência do petróleo e de gargalos logísticos, como o Estreito de Hormuz, Tatiana Pinheiro faz um paralelo com a crise energética da década de 1970. Naquela época, o Brasil investiu no desenvolvimento do Pró-Álcool, enquanto países como França e Alemanha aumentaram os investimentos em energia nuclear para diminuir sua vulnerabilidade ao petróleo. “Os países buscaram maneiras de reduzir essa dependência”, observa.

Para o cenário atual, a economista acredita que a eletrificação da economia surge como uma das principais alternativas e deve ganhar ainda mais força diante dos recentes choques nos mercados de energia. No entanto, ela alerta para um efeito colateral da crise: o aumento do endividamento público.

Segundo a pesquisadora, muitos governos têm elevado os gastos para proteger suas economias dos impactos da alta do petróleo, um movimento que a OCDE também destacou como uma preocupação para os próximos anos.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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