Conferência antifascista em Porto Alegre discute extremismo e desigualdade
Conferência Uniu Lideranças na Luta Contra o Extremismo e Desigualdades
Neste domingo (29), em Porto Alegre, representantes de diversas partes do mundo se reuniram em uma conferência focada em combater o extremismo, o racismo, o machismo e a concentração de riqueza. O evento, que teve como tema “Antirracismo, Feminismo e Direitos Civis na Luta contra o Fascismo”, reuniu lideranças do Brasil e de outros países, buscando construir uma resposta coordenada para o avanço de ideologias autoritárias e desigualdades sociais. A mesa central do debate foi mediada pela deputada federal Fernanda Melchionna (Psol).
Diversidade de Experiências e Perspectivas
A conferência contou com representantes da Fundação Frantz Fanon (França); Penelope Duggan, integrante do Novo Partido Anticapitalista e do Bureau da IV Internacional; Danielle Costa, cientista política ligada à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepir); Ideli Salvatti, diretora do Instituto Movimento Humaniza; a vereadora de São Paulo Luana Alves (Psol); a advogada e ativista Pastora Filigrana García, da associação Ação contra o Ódio (Espanha); e a liderança indígena Auricélia Arapiun. Além disso, participaram Letícia Carolina Nascimento e a deputada estadual Laura Sito (PT), consolidando um espaço de diálogo e troca de experiências entre diferentes movimentos sociais e organizações.
A Voz dos Povos Indígenas
A participação da líder indígena Auricélia Arapiun foi um ponto central do encontro. Ela compartilhou a longa história de resistência de seu povo, os povos indígenas do Pará, destacando a importância de proteger seus territórios e modos de vida. Arapiun ressaltou a necessidade de reconhecer os direitos dos povos indígenas e de combater a invasão de terras por empresas e o agronegócio, alertando para as consequências da destruição do meio ambiente e da cultura indígena.
Desafios e Perspectivas
Os participantes da conferência concordaram que o avanço da extrema direita em diversos países representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos. Eles também destacaram a importância de combater as desigualdades sociais, o racismo, o machismo e outras formas de discriminação. A conferência serviu como um espaço para fortalecer a solidariedade entre os movimentos sociais e para construir uma agenda comum para a luta contra o extremismo e pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Clique Fatos
A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para conteudo@cliquefatos.com.br.