Colômbia registra saques após terremoto de 7,4 e Cali impõe toque de recolher

O governo colombiano intensificará o policiamento nas cidades afetadas, enquanto Cali enfrenta toques de recolher para conter saques e garantir a segurança.

Exército colombiano mobilizado para auxiliar nas buscas e resgates após o terremoto

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, relatou que episódios de roubos e “problemas de ordem pública” foram registrados após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na manhã de segunda – feira (10). Até agora, a Associação de Cidades Capitais da Colômbia (Asocapitales) contabiliza 132 mortos em decorrência do tremor.

De acordo com De la Espriella, o governo intensificará o policiamento nas cidades afetadas pelo desastre. “Ao amanhecer (do dia 11), teremos nas cidades mil homens protegendo as cidades para evitar saques e situações que alterem a ordem pública”, afirmou o líder colombiano.

Impactos em Cali e medidas de segurança

Cali, situada a sudoeste de Bogotá, foi uma das regiões mais impactadas pelo terremoto. A cidade registrou cerca de 700 feridos e mais de 5 mil imóveis destruídos ou danificados. Além do reforço da segurança, a prefeitura local decretou toque de recolher das 20h de segunda – feira até as 6h de terça – feira (11), no horário local — o que corresponde a das 22h às 8h, no horário de Brasília.

O prefeito Alejandro Eder justificou a decisão devido às “ameaças de saques”. Em nota divulgada pela Prefeitura, ele destacou que a medida visa “garantir a segurança na cidade e proporcionar espaço e condições suficientes para que as equipes de resgate possam continuar seus trabalhos”.

O prefeito pediu à população que respeitasse o toque de recolher: “Caleños, essas primeiras 48 horas são críticas. Pedimos que permaneçam em casa, acatem o toque de queda e mantenham a solidariedade”.

Contexto político e resposta internacional

Abelardo de la Espriella tomou posse como presidente na última sexta – feira (7), após vencer Iván Cepeda, candidato da esquerda apoiado pelo ex – presidente Gustavo Petro. Essa vitória representa uma guinada à direita na política colombiana, alinhando – se a um movimento conservador crescente na América Latina.

Durante sua campanha, De la Espriella enfatizou a necessidade de medidas rigorosas para reforçar a segurança pública no país.

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No discurso inaugural, ele abordou questões como tráfico de drogas e grupos armados ilegais, além do fortalecimento das Forças Armadas e construção de megaprisões. O presidente declarou: “Envio uma mensagem firme ao povo colombiano: chegou a hora de restaurar a ordem, a autoridade e a liberdade”.

Atualmente, cinco capitais estão em alerta vermelho; 86 edifícios desabaram e sete aeroportos interromperam operações devido aos danos provocados pelo terremoto.

Efeitos do terremoto e apoio internacional

O epicentro do tremor foi localizado em San José del Palmar, aproximadamente 240 quilômetros distante da capital colombiana. O abalo sísmico foi sentido com intensidade em Bogotá, onde alarmes dispararam e muitos moradores saíram às ruas por precaução.

A destruição se espalhou por várias outras cidades do país.

Diante dessa tragédia, líderes mundiais expressaram solidariedade à Colômbia. Os Estados Unidos anunciaram um auxílio financeiro no valor de US 15,5 milhões para ações voltadas à assistência humanitária, incluindo abrigo, alimentação e proteção aos afetados pelo terremoto.