Colômbia: milhares protestam contra cortes no salário mínimo de Espriella

Sindicatos e oposição prometem levar ao Conselho de Estado e à Justiça a contestação do Decreto 1525, que classificam como inconstitucional.

Colombianos foram à rua em Bogotá durante o primeiro grande protesto do governo de Abelardo de La Espriella, que tomou posse neste ano.

Milhares de colombianos ocuparam as ruas de Bogotá na quarta-feira (14) na primeira grande onda de protestos contra o presidente Abelardo de la Espriella, que está há apenas dois meses no cargo. Sindicatos e a coalizão de oposição Pacto Histórico convocaram a manifestação.

O líder sindical Percy Oyola disse que as medidas do governo ameaçam direitos trabalhistas. Entre os pontos de tensão estão os planos de cortar o valor real do salário mínimo e de revogar nove decretos da reforma trabalhista aprovada na gestão anterior.

Decreto 1525 é alvo de críticas

Um dia antes do protesto, De la Espriella assinou o Decreto 1525, que cria novas regras para a regulação de movimentos sociais e para a atuação das forças de segurança durante manifestações. A oposição reagiu rápido.

Grupos oposicionistas anunciaram que vão contestar o decreto no Conselho de Estado. Também preparam recursos judiciais para tentar suspender a medida, que classificam como inconstitucional. O argumento é que o texto restringe o direito de protestar.

O que está em jogo para os trabalhadores

Percy Oyola afirmou que as decisões do governo representam um retrocesso. A redução do poder de compra do salário mínimo e a revogação dos decretos trabalhistas são os principais motivos de insatisfação entre os sindicatos.

O protesto desta quarta-feira marca o início de um embate que promete se intensificar nos próximos meses, com a oposição disposta a levar a briga para a Justiça e para as ruas.

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