Clima nos EUA afeta commodities: queda no suco de laranja e cacau registra mínimas!

As condições climáticas nos EUA impactam fortemente o mercado de commodities, com quedas acentuadas em suco de laranja, cacau e açúcar. Descubra os detalhes!

16/05/2026 07:51

3 min

Clima nos EUA afeta commodities: queda no suco de laranja e cacau registra mínimas!
(Imagem de reprodução da internet).

Impactos Climáticos nas Commodities Agrícolas dos EUA

As condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos continuam a influenciar os contratos futuros de suco de laranja na Bolsa de Nova York. Na sessão de sexta-feira (15), o contrato com entrega em julho apresentou uma queda de 9,29%, sendo cotado a US$ 1.644,50 por tonelada.

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Segundo informações da Price Group, os contratos têm operado em baixa nas últimas três sessões devido ao clima seco na Flórida. “A previsão para a próxima safra indica tempo seco no estado, mas dentro da normalidade para a época, com algumas chuvas já sendo relatadas”, afirmou.

O analista Jack Scoville, da Price Group, observou que as tendências nos gráficos diários são mistas. Enquanto isso, o clima é considerado favorável para a produção no México, a situação no Brasil é de seca. O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) informou que a safra de laranja 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, a principal região produtora de laranja para suco, é estimada em 255,20 milhões de caixas de 40,8 quilos.

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Esse volume representa uma redução de 12,9% em relação à safra anterior, que totalizou 292,94 milhões de caixas, e um recuo de 14,7% em comparação à média da última década.

Mercado de Cacau e Açúcar

No mercado de cacau, os preços atingiram mínimas de uma semana na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho fechou com uma queda de 4,46%, cotado a US$ 4.002 por tonelada. De acordo com o Barchart, os preços do cacau recuaram devido à expectativa de oferta abundante, após alcançarem máximas de três meses na segunda-feira (11).

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Na sessão anterior, a Costa do Marfim elevou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, superando a projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis.

Em relação ao açúcar, o contrato para entrega em julho registrou uma queda de 1,27%, sendo cotado a US$ 14,80 por libra-peso. O Barchart destacou que os preços do açúcar fecharam em forte queda pelo segundo dia consecutivo, influenciados pela desvalorização do real brasileiro. “O real caiu para a mínima em cinco semanas em relação ao dólar na sexta-feira, o que impulsionou as vendas para exportação dos produtores de açúcar do Brasil”, informou.

Desempenho do Algodão e Café

No fechamento da sessão, o contrato de algodão para entrega em julho apresentou um recuo de 3,97%, sendo cotado a US$ 80,61 por libra-peso. Segundo o Barchart, o mercado continua sendo afetado pelo índice do dólar americano e pelo aumento nos preços do petróleo, que chegou a ser cotado a US$ 105,18 o barril.

Além disso, o mercado permanece atento aos desdobramentos após o encontro entre o presidente Trump e o presidente chinês Xi Jinping, que deixou os investidores em suspense. Trump afirmou que os agricultores americanos ficarão satisfeitos com os acordos comerciais com a China.

Os preços futuros do café também registraram queda na Bolsa de Nova York, com o contrato para entrega em julho apresentando desvalorização de 3,19%, fechando o dia a US$ 2,669 por libra-peso. O Barchart apontou que os preços do café despencaram nesta sessão, com o arábica atingindo a mínima em nove meses. “A desvalorização da moeda brasileira está pressionando os preços do café para baixo, já que a moeda caiu para a mínima em cinco semanas em relação ao dólar na sexta-feira.

A fraqueza do real estimula as exportações dos cafeicultores brasileiros”, informou o Barchart.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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