Classificação do PCC e CV como Terroristas: Mudanças Impactantes na Diplomacia e Economia Brasileira
A classificação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA gera reações diversas e pode impactar a economia brasileira. Entenda as consequências!
Impacto da Classificação do PCC e CV como Organizações Terroristas
De acordo com Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma Politics, a recente classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pelos Estados Unidos representa uma mudança significativa nos parâmetros que orientavam a diplomacia entre os dois países.
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Creomar também destaca os impactos relevantes sobre atores econômicos e setores estratégicos da economia brasileira.
As reações a essa medida têm sido variadas. O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, de São Paulo, adota uma postura cautelosa, indicando que essa mudança pode alterar e até dificultar a situação no país. Por outro lado, representantes das Forças Armadas demonstraram disposição para uma possível cooperação em vigilância de fronteira, desde que essa colaboração ocorra entre países e sem excessiva politização.
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Instabilidade como Fator Principal
Segundo Creomar, a instabilidade é a primeira variável a ser considerada nesse novo cenário. “Os parâmetros que orientavam não apenas a diplomacia brasileira em relação aos Estados Unidos, mas também o comportamento de atores econômicos, mudam”, afirmou.
Ele enfatizou que, se não houver uma reversão da medida — como aconteceu em uma situação anterior envolvendo a Lei Magnitsky —, o gerenciamento de risco político por parte de atores privados será completamente alterado.
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De acordo com o CEO, essa mudança força as empresas brasileiras a levarem em conta não apenas o cenário interno, mas também as interpretações sobre determinados tipos de movimentação financeira, mesmo para aquelas que, a princípio, não teriam interesse direto nos Estados Unidos.
Preocupações com o Sistema de Pagamentos Pix
Como exemplo dos riscos concretos que podem surgir, Creomar mencionou o sistema de pagamentos Pix, gerido pelo Banco Central do Brasil. Ele argumentou que uma autoridade ou burocrata em Washington, pressionado por interesses de empresas americanas, poderia alegar que o Pix facilita processos de lavagem de dinheiro por não estar sujeito a regras de compliance dos Estados Unidos. “Isso muda o precedente e os marcadores do tabuleiro de maneira muito profunda”, afirmou.
O especialista ressaltou que, a partir dessa nova realidade, um gestor de empresa financeira brasileira que antes se preocupava apenas com o cenário eleitoral local agora deve considerar também como Washington validará suas decisões.