Cirurgia plástica pode melhorar a autoestima, mas não é solução para todos os problemas, alerta Dr

Uma dúvida frequente que aparece no consultório do Dr. Marco Dallegrave é se a cirurgia plástica realmente melhora a autoestima. O cirurgião plástico responde que, embora possa ajudar bastante, não é a solução para todos os problemas. Ele destaca a diferença entre modificar características físicas que causam desconforto e esperar que uma cirurgia mude completamente a forma como uma pessoa se percebe.
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O médico alerta para alguns sinais que podem indicar que o problema vai além da aparência física. A preocupação excessiva com pequenas características, comparações constantes com os outros, o uso frequente de filtros como referência de beleza e expectativas irreais de perfeição são alguns deles.
Além disso, Dallegrave enfatiza a importância de avaliar quanto essa preocupação ocupa o dia a dia da pessoa. Se a aparência começa a afetar atividades como sair de casa, socializar ou manter relacionamentos, pode ser um sinal de que o problema não é apenas estético.
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A importância da avaliação emocional
Dr. Dallegrave acredita que corpo e mente devem ser considerados juntos na hora de pensar em cirurgia plástica. Embora o procedimento modifique a parte física, o resultado será sempre interpretado pela mente do paciente. Por isso, ele procura entender não só o que o paciente deseja mudar, mas também as razões por trás desse desejo e as expectativas em relação ao resultado.
Quando há indícios de que as expectativas estão desalinhadas com o que a cirurgia pode oferecer, o cirurgião prefere ser honesto com seus pacientes. Em algumas situações, recomenda até mesmo acompanhamento psicológico ou psiquiátrico antes de qualquer decisão sobre cirurgia.
Isso não significa impedir a operação no futuro; trata – se de cuidar primeiro das questões emocionais que não podem ser resolvidas apenas com um procedimento cirúrgico.
Expectativas realistas e decisões conscientes
Embora a cirurgia plástica possa efetivamente melhorar a autoestima quando bem indicada e realizada com expectativas realistas, Dr. Dallegrave ressalta que não deve ser vista como um caminho para felicidade ou amor próprio. Ele afirma: “Meu papel como cirurgião não é convencer alguém a operar”.
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O foco deve ser em avaliar as indicações e até mesmo dizer não quando acredita que o procedimento não trará os resultados desejados pelo paciente.
A melhor cirurgia plástica não é aquela que transforma uma pessoa em outra, mas sim aquela que ajuda o paciente a se sentir mais confortável consigo mesmo, respeitando suas individualidades e sem criar falsas expectativas sobre o impacto do bisturi nas questões emocionais.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



