Ciro Possobom revela revolução na indústria automotiva e mudanças no comportamento do consumidor

a optar por modelos que ofereçam maior conectividade e tecnologia. Quais são as implicações dessas mudanças para o futuro da indústria?

10/06/2026 17:41

3 min

Ciro Possobom revela revolução na indústria automotiva e mudanças no comportamento do consumidor
(Imagem de reprodução da internet).

Fórum Anfavea Visions: Diagnóstico da Indústria Automotiva

No fórum Anfavea Visions, realizado na quarta-feira (10), Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil, apresentou uma análise sobre as forças que estão moldando a indústria automotiva nacional. Segundo o executivo, o setor está passando por uma revolução dupla que vai além da simples troca de veículos.

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Ele destacou que a engenharia de software e a digitalização das cabines estão se tornando cada vez mais relevantes nas decisões das montadoras.

Possobom afirmou: “A transição energética é o principal fator na mudança do mercado, sem dúvida, mas não é só isso. Há uma transformação significativa também na conectividade e no infotenimento, na relação do software com o usuário e com o celular. É uma revolução à parte.

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Antigamente, essa relação era mais distante. Hoje, os carros possuem uma tecnologia embarcada muito avançada. A eletrificação e a conectividade são as duas grandes mudanças do setor.”

O Novo Conceito de Luxo e a Fragmentação do Consumidor

A injeção de tecnologia eletrônica alterou diretamente as demandas do mercado brasileiro. O representante da Volkswagen destacou que o novo consumidor começa a fazer suas escolhas com base em critérios que não eram considerados no ecossistema automotivo tradicional, como a interatividade digital.

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Para ilustrar essa mudança, ele comparou: “Antigamente, luxo era ter ar-condicionado no carro. Hoje, todos os carros têm, e o que se espera é cada vez mais interatividade com a parte eletrônica.”

Possobom observou que o perfil do consumidor se fragmentou com o amadurecimento das novas opções de deslocamento urbano e rodoviário no país. “Não diria que o comportamento do consumidor mudou, mas, com essas novas tecnologias, ele está mais aberto e busca não apenas segurança e dirigibilidade.

O consumidor procura conteúdos que não existiam antes. Hoje, muitos utilizam carros de aplicativo ou preferem veículos elétricos para o ambiente urbano, enquanto aqueles que viajam mais tendem a optar por híbridos. Essa é a mudança que está ocorrendo.”

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‘Way To Zero’: A Descarbonização Além do Escapamento

Outro ponto importante abordado por Possobom foi o cronograma de descarbonização da Volkswagen. O grupo opera globalmente com a meta “Way To Zero”, que visa a neutralidade total de emissões de carbono até 2050. O presidente ressaltou que a sustentabilidade vai além do produto, começando no chão de fábrica. “O Grupo VW tem a meta ‘Way To Zero’; em 2050, será neutro em carbono.

Todas as filiais seguem essa diretriz, e nós, da VW, melhoramos nossas emissões de carbono anualmente, não apenas na parte dos veículos, mas também na produção. A sustentabilidade da cadeia de produção é nosso foco, envolvendo fornecedores e outros aspectos.”

Possobom destacou que uma parte significativa do gás utilizado na produção vem do biometano, que apresenta um menor nível de poluição, enfatizando a importância de olhar para a produção em si, além do produto final.

Condições de Competição no Mercado Automotivo

O executivo concluiu suas considerações abordando um dos temas mais desafiadores da geopolítica automotiva recente no Brasil: a entrada massiva de novas marcas estrangeiras, especialmente asiáticas. Possobom adotou uma postura neutra em relação à concorrência, afirmando que novas opções são benéficas para o mercado.

No entanto, ele fez um apelo por regras fiscais e cambiais justas para proteger a indústria que investe na manufatura local.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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