Anfavea Visions 2026: Roberto Cortes destaca desafios e oportunidades no setor automotivo brasileiro

No Anfavea Visions 2026, em São Paulo, Roberto Cortes discute os desafios do setor automotivo e a importância de um modelo sustentável para o Brasil.

10/06/2026 07:06

2 min

Anfavea Visions 2026: Roberto Cortes destaca desafios e oportunidades no setor automotivo brasileiro
(Imagem de reprodução da internet).

Anfavea Visions 2026: Desafios e Oportunidades no Setor Automotivo

No primeiro dia de painéis do Anfavea Visions 2026, realizado em São Paulo, os principais tópicos abordados foram a infraestrutura e a economia do setor automotivo brasileiro. O debate também incluiu o futuro do transporte de cargas e a logística em larga escala.

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Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, que foi nomeado Presidente de Honra desta edição do fórum, compartilhou sua visão sobre os desafios e as particularidades da matriz energética do Brasil no contexto internacional.

Cortes enfatizou que as decisões estruturais da indústria nacional estão sendo tomadas em meio a uma reconfiguração significativa das forças no mercado global, com uma pressão sem precedentes proveniente do Oriente. “A Ásia ganha mercado e protagonismo em detrimento de outros setores, outros países e outras regiões do mundo”, afirmou o executivo.

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O Diferencial Competitivo do Brasil

Para enfrentar o avanço da competitividade externa, Cortes argumentou que o Brasil não deve simplesmente replicar as estratégias da Europa ou da Ásia, mas sim aproveitar suas vantagens geográficas e econômicas. Segundo ele, é fundamental que o país explore suas oportunidades no campo para desenvolver um modelo sustentável de descarbonização que seja financeiramente viável. “Precisamos seguir várias rotas energéticas; a eletrificação é uma delas, mas a grande vantagem do Brasil é a utilização de biocombustíveis, dada a quantidade de biomassa disponível em nosso território”, destacou.

O executivo alertou que buscar uma solução única para todas as aplicações pode atrasar o processo de descarbonização, encarecendo o frete e diminuindo a eficiência operacional em setores essenciais, como o agronegócio e a distribuição urbana.

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A implementação das novas tecnologias de propulsão deve seguir critérios técnicos rigorosos, separando o transporte pesado em duas frentes distintas. Para Cortes, a infraestrutura atual determina onde cada tipo de motorização oferece o melhor retorno financeiro e ambiental para as empresas de transporte.

Enquanto as grandes cidades apresentam um ecossistema propício para a adoção imediata de frotas comerciais elétricas, as rodovias ainda necessitam de fontes de energia com maior densidade energética.

Com essa perspectiva, o executivo reforçou que o caminho do Brasil em direção à neutralidade de carbono será diversificado, dependendo da maturidade logística de cada região e do aproveitamento das soluções combustíveis alternativas já desenvolvidas no país.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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