Cine Fluxo: Transformação e Resistência em São Paulo! 🎬 Em 2026, o projeto inovador oferece cinema e reinserção social na “Boca do Lixo”. Saiba mais!
Desde 2021, o coletivo Cine Fluxo tem dedicado seus esforços na região central de São Paulo, buscando oferecer uma alternativa de reinserção social para pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas afetadas pela dependência química.
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O grupo, composto por cerca de 20 indivíduos, utiliza o cinema como ferramenta de transformação, promovendo afetividade e resistência junto a indivíduos em condições de alta vulnerabilidade social.
O projeto se destaca pelo uso de um carrinho de supermercado adaptado, equipado com tecnologia de projeção e som, que circulava pelo antigo território da Cracolândia, na rua dos Protestantes. Além de exibições de filmes, o Cine Fluxo distribuía materiais de redução de danos, como piteira, camisinha e kits de higiene, demonstrando um compromisso abrangente com o bem-estar de seus participantes.
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Em 2024, o Cine Fluxo recebeu o apoio da Lei Paulo Gustavo de Incentivo ao Audiovisual, o que possibilitou a aquisição de equipamentos profissionais e a garantia de recursos para alimentação, insumos de higiene e materiais de redução de danos. Essa iniciativa impulsionou a expansão das sessões de cinema para novos territórios, incluindo a Favela do Moinho, o Largo do Arouche, a Ocupação Mauá e a aldeia indígena Tekoa Itakupe, no Pico do Jaraguá.
Em 2025, o Cine Fluxo estabeleceu parcerias com o Museu da Língua Portuguesa, participando do Festival PopRua e do projeto Luz na Tela, que se tornou um marco na região da chamada “Boca do Lixo”. A ação, que continua em 2026, oferece exibições de filmes no auditório do museu, frequentemente com entrada gratuita, e promove o contato entre o museu, moradores locais e a população em situação de rua do centro da cidade.
O termo “Boca do Lixo” foi atribuído ao bairro da Santa Ifigênia pela imprensa policial devido à presença de grupos marginalizados. No entanto, a área se transformou em um centro de cinema independente nas décadas de 1960 e 1980, com a atuação de cineastas como Ozualdo Candeias, José Mojica Marins e Rogério Sganzerla.
Renatinho, um dos participantes do projeto, relata que o Cine Fluxo o auxilia na diminuição do uso de substâncias como o álcool, através da participação nas atividades e da oportunidade de desenvolver novas habilidades. A organização enfatiza a importância de criar um ambiente de pertencimento e de valorização das histórias e experiências dos participantes.
Através de oficinas de roteiro e captação de vídeo, o Cine Fluxo produziu o filme “A Rua É Preta”, que acompanha a construção do cortejo que celebra o Dia da Consciência Negra em 2025. O filme destaca a importância da documentação e da produção de imagens próprias como forma de exercício da cidadania.
Para muitos participantes, o Cine Fluxo representa uma “família”, um espaço de acolhimento, aprendizado e desenvolvimento pessoal. O coletivo busca promover uma transformação social através do cinema, oferecendo oportunidades de capacitação e fortalecendo os vínculos comunitários.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.