Cinco hábitos ao dirigir que podem danificar seu carro e impactar seu bolso

Adotar hábitos inadequados ao dirigir pode encurtar a vida útil do veículo e gerar custos elevados com manutenções inesperadas.

Hábitos aparentemente inofensivos do dia a dia causam desgaste precoce em componentes caros do veículo e podem gerar prejuízos consideráveis na oficina.

As autoescolas têm a importante função de ensinar as regras de trânsito e os aspectos básicos da mecânica de veículos, essenciais para a obtenção da carteira de motorista. Contudo, poucos cursos abordam como os motoristas podem cuidar ativamente da saúde mecânica do carro.

Com o tempo e à medida que ganham confiança ao volante, muitos motoristas desenvolvem hábitos que, embora pareçam inofensivos, podem reduzir significativamente a vida útil de componentes essenciais do veículo.

Manutenções preventivas e revisões periódicas são fundamentais para manter um automóvel em bom estado. No entanto, esses cuidados podem ser prejudicados se o comportamento diário do motorista não favorecer a longevidade do carro. A seguir, conheça cinco práticas nocivas e seus impactos mecânicos e financeiros.

Hábitos que reduzem a vida útil do veículo

O primeiro mau hábito é descansar a mão na alavanca do câmbio e o pé no pedal da embreagem enquanto dirige. Embora possa parecer algo trivial, essa prática causa um desgaste precoce em componentes caros do veículo. O peso do braço sobre a alavanca exerce pressão constante nos seletores internos e nos anéis sincronizadores da transmissão, acelerando seu desgaste.

Além disso, manter o pé levemente encostado no pedal da embreagem ativa o rolamento de encosto, resultando em fricção parcial com o volante do motor.

Esse desgaste pode levar à troca antecipada do kit de embreagem e até mesmo à manutenção interna da caixa de câmbio. Para muitos modelos compactos, a troca do conjunto de embreagem pode custar mais de R 1.500.

Práticas perigosas na direção

Outro hábito comum é descer ladeiras em ponto morto, conhecido popularmente como “andar na banguela”. Apesar da crença popular de que isso economiza combustível, essa prática é prejudicial aos carros modernos com injeção eletrônica. Nesses veículos, ao tirar o pé do acelerador em um declive, o sistema corta o envio de combustível quando engrenado.

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No entanto, ao colocar em ponto morto, o motor continua funcionando em marcha lenta, consumindo mais combustível.

Além disso, descer assim elimina o freio motor e pode sobrecarregar o sistema de freios, aumentando o risco de superaquecimento e perda de eficiência. O custo para trocar discos e pastilhas pode variar entre R600 e R 2.000 para a maioria dos carros compactos.

Cuidado com a reserva

Outra prática arriscada é trafegar constantemente com o combustível na reserva. Esperar até que o indicador entre na zona vermelha antes de abastecer é perigoso para o sistema de alimentação do motor. A bomba de combustível fica dentro do tanque e depende do líquido para se resfriar.

Quando frequentemente operando com baixo nível de combustível, ela pode superaquecer.

A falta recorrente também permite que impurezas presentes no fundo sejam sugadas para o sistema. Isso pode resultar em danos significativos à bomba de combustível e entupimento dos bicos injetores. Os custos para solucionar esses problemas podem ficar entre R800 e R 2.500.

Atenção ao transpor obstáculos

Muitos motoristas costumam passar por lombadas ou valetas na diagonal acreditando que isso protegerá a parte inferior do veículo contra danos. Entretanto, esse hábito provoca uma força torcional na estrutura do carro durante a manobra. Essa pressão desigual afeta componentes como buchas da suspensão e amortecedores.

A longo prazo, essa prática pode gerar ruídos incômodos no painel e desgaste irregular dos pneus. O reparo da suspensão dianteira pode custar até R 3.000 dependendo da intensidade com que esse hábito for praticado.

Cuidado com motores frios

Por último, exigir muito do motor frio ou desligar veículos turbo imediatamente após uso intenso traz riscos significativos aos componentes mecânicos. Nos motores modernos equipados com turbocompressor, acelerar fortemente enquanto o óleo ainda não atingiu temperatura ideal resulta em atrito excessivo entre as partes metálicas.

Além disso, desligar abruptamente um motor turbo após longas viagens interrompe a circulação do óleo lubrificante nas turbinas quentes, criando borra que prejudica sua funcionalidade. Os custos para substituir um turbocompressor ou realizar uma retífica parcial podem variar entre R 4.000 e R 12.000.