Cientistas brasileiros desenvolvem chip inovador com mais de 100 sensores integrados
Cientistas brasileiros do CNPEM e IFSC-USP desenvolvem chip revolucionário com mais de 100 sensores, prometendo avanços em diagnósticos biomédicos. Saiba mais!
Pesquisa revela novo chip desenvolvido por cientistas brasileiros
Uma pesquisa publicada na revista científica ACS Sensors apresentou um chip inovador criado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e do Instituto de Física de São Carlos da USP (IFSC-USP), em colaboração com a Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.
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De acordo com o pesquisador Renato Lima, o grande avanço está na capacidade de integrar diversos sensores em um único sistema, sem aumentar a complexidade operacional.
“A tecnologia resolve um problema antigo na área de sensores eletroquímicos: a dificuldade de concentrar muitos sensores em um único chip sem complicar a operação do sistema”, explicou Lima. O dispositivo possui dimensões de 75×35 milímetros e integra mais de 100 sensores que funcionam de maneira conjunta.
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O professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, da USP, destacou que a inovação reside no modo de operação dos sensores.
Funcionamento e aplicações do chip
“O chip reúne mais de 100 sensores microscópicos que operam de forma integrada, alternando suas funções durante os testes”, afirmou Osvaldo. Essa alternância reduz a necessidade de conexões elétricas, simplificando o design e diminuindo os custos de produção. “Essa simplificação torna o chip mais compacto e fácil de fabricar, além de reduzir o custo de cada sensor”, acrescentou.
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Nos testes realizados em laboratório, o chip demonstrou capacidade de monitorar a proliferação de células cancerosas, identificar biomarcadores e analisar amostras que simulavam urina humana. Para os cientistas, isso evidencia a versatilidade do dispositivo em diversas aplicações biomédicas. “O chip pode ter múltiplas funcionalidades, desde que a camada ativa de sensoriamento seja adaptada para as substâncias a serem detectadas ou monitoradas”, ressaltou o professor.
Perspectivas futuras
A equipe também mostrou que o sistema pode ser acoplado a equipamentos portáteis, permitindo análises rápidas de propriedades eletroquímicas. No futuro, os pesquisadores pretendem explorar técnicas complementares, como análise de imagens com suporte de aprendizado de máquina, para diagnósticos mais avançados.
Apesar dos resultados promissores, os autores enfatizam que a pesquisa ainda está em fase laboratorial.
“Para que esses chips sejam produzidos em larga escala, é necessário um investimento significativo em engenharia de dispositivos, a fim de desenvolver procedimentos que possibilitem a fabricação de centenas ou milhares de chips com resultados reprodutíveis”, concluiu o professor.