China acaba com isenção de imposto anual para híbridos plug-in a partir de 2027

Carros de passeio 100% elétricos continuam isentos; cobrança equivale ao IPVA brasileiro e começa em janeiro de 2027.

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BYD Song Plus AWD ou Seal U,como é conhecido na China | Foto: Reprodução
BYD Song Plus AWD ou Seal U,como é conhecido na China | Foto: Re...
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A China vai retirar parte dos incentivos fiscais concedidos a veículos elétricos e híbridos, sinal de que o mercado automotivo local atingiu um estágio avançado e já não depende tanto do apoio estatal.

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A partir de 1º de janeiro de 2027, os híbridos plug-in (incluindo os modelos de autonomia estendida) e os veículos comerciais elétricos ou a célula de combustível deixam de ser isentos do imposto anual sobre veículos, tributo que funciona de forma parecida com o IPVA brasileiro.

O fim dos incentivos

A mudança foi anunciada em conjunto pelo Ministério das Finanças, pela Administração Tributária Estatal e pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. O benefício estava em vigor desde 2012 e, segundo o governo, cumpriu o papel de estimular a compra de veículos de nova energia (NEV) e de modelos mais econômicos.

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Também deixa de existir o desconto de 50% concedido aos carros a combustão considerados mais econômicos.

O que muda na prática

A cobrança vale para os veículos afetados, sejam novos ou já registrados, e segue as faixas previstas na lei chinesa do imposto sobre veículos, que variam conforme a cilindrada do motor.

Há exceções importantes: carros de passeio puramente elétricos ou movidos a célula de combustível continuam fora da cobrança, porque não têm motor com cilindrada, a base de cálculo do imposto.

Impacto financeiro e sinalização industrial

O impacto no bolso dos proprietários é considerado pequeno quando comparado ao IPVA brasileiro. O valor varia de província para província, mas é relativamente baixo na maioria das grandes cidades; em Xangai e na província de Guangdong, por exemplo, a cobrança anual para um híbrido plug-in com motor 1.5 fica em torno de 300 yuans (cerca de R$ 235).

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O ajuste sinaliza que a indústria chinesa superou a dependência das políticas governamentais. O setor entra numa fase guiada pelo crescimento orgânico e pela forte concorrência entre as marcas na China, um dos maiores mercados de veículos eletrificados do mundo.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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