Chileno é preso após ataques racistas em voo de São Paulo para Frankfurt

Chileno é detido após ataques racistas em voo de São Paulo a Frankfurt. Entenda as consequências e a nova política da Anac sobre comportamentos indesejados.

18/05/2026 07:41

4 min

Chileno é preso após ataques racistas em voo de São Paulo para Frankfurt
(Imagem de reprodução da internet).

Chileno preso após ataques racistas em voo de São Paulo para Frankfurt

Germán Andrés Naranjo Maldini, um chileno detido após realizar ataques racistas em um voo que partiu de São Paulo com destino a Frankfurt, na Alemanha, é classificado como um passageiro indisciplinado. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informa que incidentes dessa natureza podem ser considerados “gravíssimos”, resultando em uma multa de R$ 17,5 mil.

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Essa penalidade faz parte de novas diretrizes implementadas pelo órgão para combater comportamentos inadequados durante os voos, embora as sanções só entrem em vigor a partir de 14 de setembro.

Além da multa, a Anac destaca que os indivíduos envolvidos em condutas “gravíssimas” terão seus nomes incluídos em uma lista de impedimento de embarque. A agência também comunicou que, devido à gravidade do incidente, uma investigação será conduzida.

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As ações a serem tomadas serão definidas em colaboração com a companhia aérea e outras autoridades competentes, com base nas normas da aviação civil.

Entenda o caso

O incidente ocorreu no dia 10 de maio, quando o chileno foi flagrado fazendo comentários racistas, homofóbicos e xenofóbicos durante o voo da Latam. Ele tentou abrir a porta da aeronave e foi contido pelos tripulantes. Além disso, o homem imitou um macaco em direção a um funcionário da companhia aérea.

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O voo partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, em direção a Frankfurt. Ao retornar ao Brasil, na sexta-feira (15), ele foi detido pela Polícia Federal.

Um vídeo gravado pelo funcionário da Latam que sofreu as ofensas documenta as agressões verbais do chileno. Antes de proferir comentários racistas, ele declarou: “Ele é gay, eu não sou gay. Para mim é um problema ser gay”, dirigindo-se ao comissário de bordo.

Mesmo após ser questionado sobre o que havia de errado em ser gay e negro, o homem continuou com suas ofensas, afirmando: “A pele preta… que mais? o cheiro de preto, o cheiro de brasileiro…”. Os tripulantes tentaram convencê-lo a se sentar, mas ele respondeu: “Por quê?

Estou agredindo a quem? Eu não conheço ele. Você é preto, macaco…”. Em seguida, ele imitou um macaco para o funcionário.

Consequências e reações

Após a formalização da denúncia pelas vítimas à Polícia Federal, foi instaurado um procedimento investigativo que culminou na decretação da prisão preventiva do acusado pela Justiça Federal. O homem foi localizado e detido ao retornar de Frankfurt, durante uma conexão no Brasil.

A CNN Brasil apurou que ele passou por uma audiência de custódia na mesma sexta-feira, onde o juiz decidiu manter sua prisão preventiva. Atualmente, ele está no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, à disposição da Justiça.

Após o incidente, Germán Andrés Naranjo Maldini foi afastado da empresa onde trabalhava no Chile, uma fabricante de pescados, há mais de uma década. Em um comunicado divulgado na sexta-feira (15), a Landes informou que tomou conhecimento do caso pela mídia e condenou veementemente atos de discriminação, racismo e homofobia, afirmando que esse comportamento é incompatível com os valores da empresa.

A companhia está reunindo informações para tomar as decisões adequadas conforme seus protocolos internos.

No sábado, a Landes enviou um comunicado interno aos funcionários informando sobre o afastamento formal e preventivo de Germán. O documento foi obtido pelo portal chileno BioBio Chile e confirmado pela CNN Brasil.

Posição da Latam

A Latam também se manifestou sobre o caso, repudiando veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo racismo, xenofobia e homofobia. A companhia afirmou que está colaborando integralmente com a Polícia Federal em relação ao passageiro que agrediu um de seus tripulantes no voo LA8070 (São Paulo-Frankfurt) e que foi detido no aeroporto de Guarulhos em 15 de maio.

A Latam ainda informou que oferece apoio psicológico e jurídico ao funcionário que foi vítima das agressões.

A CNN Brasil está tentando contatar a defesa do chileno, e o espaço permanece aberto para manifestações.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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