Chico Pinheiro revela diagnóstico de câncer de intestino e emociona ao compartilhar sua luta

Chico Pinheiro revela diagnóstico de câncer de intestino e compartilha sua luta em entrevista emocionante. Descubra os detalhes dessa história inspiradora!

11/05/2026 18:21

4 min

Chico Pinheiro revela diagnóstico de câncer de intestino e emociona ao compartilhar sua luta
(Imagem de reprodução da internet).

Chico Pinheiro revela diagnóstico de câncer de intestino

Chico Pinheiro, ex-âncora do “Bom Dia Brasil”, compartilhou que foi diagnosticado com câncer de intestino. O jornalista, de 72 anos, fez a revelação durante uma conversa com o cantor Zeca Baleiro no programa “Chico Pinheiro Entrevista”. Ele contou que passou por uma cirurgia e ficou internado por mais de um mês. “A princípio, a cirurgia era relativamente fácil, pois estava no início.

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Era para ser feita em um dia e eu voltaria para casa três dias depois. No entanto, houve uma complicação posterior. Passei alguns dias na UTI e a música que mais me acompanhava era a sua. Ouvi você cantar e chorava”, relatou Chico durante a entrevista.

Ele acrescentou: “Não era um choro de medo, mas de perceber as pessoas que, na correria, não notamos. Muitas pessoas sofrem com a doença. Eu dizia a mim mesmo: ‘calma, você vai passar’. Às vezes não passa, mas falamos isso. Entramos no hospital como doentes, mas para nos tornarmos pacientes, precisamos exercitar a paciência para que os médicos possam trabalhar.

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Assim, ouvia essa música e chorava muitas vezes”.

Dados sobre câncer colorretal no Brasil

O câncer colorretal, que afeta o intestino grosso e o reto, é um dos tipos mais comuns entre homens (10,3%) e mulheres (10,5%), ocupando a segunda posição em ambos os sexos, excluindo o câncer de pele não melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), as estimativas para o triênio 2026-2028 indicam cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil, com aproximadamente 53.810 casos de tumores de cólon e reto anualmente.

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Um dos principais desafios no combate ao câncer colorretal no Brasil é o diagnóstico tardio. Mais de 80% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados (3 e 4), frequentemente em situações de emergência, quando o tumor já causou complicações sérias. “O câncer colorretal pode ser silencioso e não apresentar sintomas imediatos.

Quando aparecem, os sinais incluem alterações nos hábitos intestinais, sangramento retal, presença de sangue nas fezes, cólicas abdominais, fadiga e perda de peso sem explicação. Muitas pessoas ignoram esses sinais ou os confundem com outras condições”, explica Alexandre Jácome, oncologista e líder nacional da especialidade de tumores gastrointestinais da Oncoclínicas.

Importância do diagnóstico precoce

O atraso no diagnóstico reduz significativamente as chances de cura. Quando detectado precocemente, o câncer colorretal pode ter taxas de sobrevivência superiores a 90%. Em estágios avançados, esse percentual cai para menos de 15%. Poliana Blasi, oncologista do Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Carvalho, ressalta a relevância do diagnóstico precoce. “A colonoscopia, realizada como rastreamento, consegue detectar até 70% dos casos.

Portanto, é essencial realizar o rastreamento de forma adequada”, afirma.

Fatores de risco modificáveis estão diretamente relacionados ao desenvolvimento do câncer colorretal. Um estudo da Organização Mundial da Saúde, divulgado em fevereiro de 2026, aponta que 40% dos casos de câncer no mundo estão ligados a causas evitáveis.

O câncer colorretal é um dos três tipos que mais poderiam ser prevenidos, ao lado do câncer de pulmão e do colo do útero. Entre os principais fatores de risco estão: alimentação inadequada, obesidade, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de alimentos ultraprocessados.

Tratamento e complicações

Poliana Blasi também comentou sobre os tipos de tratamento disponíveis e as complicações, como aderências intestinais, que podem ocorrer, como no caso de Chico Pinheiro. O tratamento do câncer de intestino é multimodal, com a cirurgia sendo um dos principais pilares.

Essa pode ser realizada por meio de cirurgia aberta, laparoscópica ou robótica. Os riscos incluem aderências intestinais, infecções pós-operatórias e, em alguns casos, sangramentos e dor abdominal.

Os tratamentos não invasivos, como quimioterapia, imunoterapia e drogas-alvo, também apresentam efeitos colaterais inerentes às medicações. Chico Pinheiro deixou a emissora em 2022, após mais de três décadas de carreira, tornando-se um dos rostos mais reconhecidos do telejornalismo brasileiro, com passagens marcantes por programas como “Bom Dia Brasil”, “SPTV” e “Jornal da Globo”.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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