Cessar-fogo entre Irã e EUA é reafirmado em meio a tensões e ataques em Beirute

Cessar-fogo entre Irã e EUA é reafirmado
O cessar-fogo atualmente em vigor entre o Irã e os Estados Unidos é, sem dúvida, um cessar-fogo que abrange todas as frentes, incluindo o Líbano. Essa declaração foi feita pelo principal diplomata iraniano nesta segunda-feira (1º), após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ter ordenado ataques aos subúrbios do sul de Beirute, que estão sob controle do Hezbollah.
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O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que “uma violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes”, responsabilizando os EUA e Israel pelas consequências de qualquer infração.
Escalada de ataques em Beirute
Netanyahu determinou ataques contra os subúrbios de Beirute, sinalizando uma intensificação do conflito que complica a mediação entre os Estados Unidos e o Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, destacou que os ataques israelenses no Líbano são um obstáculo para a paz entre Teerã e Washington, enfatizando que um cessar-fogo no Líbano é essencial para qualquer acordo.
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As forças armadas israelenses foram instruídas a atacar “alvos terroristas” em Dahiyeh, após o Hezbollah ter cometido “repetidas violações” do cessar-fogo, conforme comunicado do gabinete de Netanyahu. Desde o anúncio do cessar-fogo pelo presidente dos EUA, Donald Trump, Israel realizou apenas dois ataques na região, apesar das hostilidades continuarem.
Consequências da guerra no Líbano
A ordem de Netanyahu ocorre após um fim de semana marcado por intensificação das hostilidades, incluindo a captura de um castelo de 900 anos por tropas israelenses. As autoridades libanesas relatam que mais de 3.370 pessoas perderam a vida devido aos ataques israelenses desde 2 de março, quando o Hezbollah começou a disparar contra Israel em apoio ao Irã, que estava sob ataque conjunto dos EUA e de Israel.
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Israel estabeleceu uma zona de segurança autodeclarada no sul do Líbano, onde tem devastado aldeias, alegando que o objetivo é proteger o norte de Israel de militantes do Hezbollah. A guerra no Líbano tem sido a fase mais sangrenta do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã, forçando mais de um milhão de pessoas a deixar suas casas.
Reunião de emergência da França no Conselho de Segurança da ONU
Diante da escalada da violência, a França convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para esta segunda-feira (1º). Desde o início das hostilidades, os Estados Unidos têm promovido encontros entre representantes de Israel e do Líbano, apesar das objeções do Hezbollah.
Contudo, fontes libanesas indicam que a recente declaração de Netanyahu reflete a deterioração das negociações diplomáticas lideradas pelos EUA.
Um funcionário americano revelou que o secretário de Estado, Marco Rubio, conversou com o presidente libanês Joseph Aoun e com Netanyahu sobre as negociações e propôs um plano para uma “desescalada gradual”, sugerindo que o Hezbollah interrompesse todos os ataques contra Israel em troca de uma contenção por parte de Israel em Beirute.
Aoun tentou avançar com a proposta, mas o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, que é próximo do Hezbollah, afirmou que a responsabilidade de parar os ataques é de Israel.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



