Cessar-fogo entre EUA e Irã é declarado, mas futuro do conflito ainda gera incertezas

Cessar-fogo entre EUA e Irã é anunciado, encerrando hostilidades. O que isso significa para o futuro do conflito? Descubra os detalhes dessa decisão crucial!

01/05/2026 07:21

2 min

Cessar-fogo entre EUA e Irã é declarado, mas futuro do conflito ainda gera incertezas
(Imagem de reprodução da internet).

Cessar-fogo entre EUA e Irã

O cessar-fogo estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã, que teve início no começo de abril, “encerrou” as hostilidades entre as duas nações, conforme declarou uma alta autoridade do governo Trump nesta quinta-feira (30). O presidente Trump tinha até sexta-feira (1°) para finalizar a guerra com o Irã ou apresentar ao Congresso justificativas para sua continuidade, mas era bastante provável que o prazo fosse ultrapassado sem mudanças significativas no conflito.

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A autoridade mencionou que, para os propósitos da Resolução sobre Poderes de Guerra, as hostilidades que começaram no sábado, 28 de fevereiro, foram consideradas encerradas. Desde o início do cessar-fogo, há mais de três semanas, não houve troca de tiros entre as forças armadas dos EUA e do Irã.

Expectativas sobre o cessar-fogo

Analistas e assessores do Congresso anteriormente indicaram que Trump poderia notificar o Congresso sobre sua intenção de prorrogar o cessar-fogo por mais 30 dias ou ignorar o prazo, argumentando que o cessar-fogo representava o fim do conflito. A legislação de 1973 concede ao presidente um período de 60 dias para iniciar ações militares antes de precisar encerrá-las, podendo solicitar autorização do Congresso ou uma extensão de 30 dias com base na “necessidade militar inevitável” para a segurança das tropas.

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A guerra com o Irã teve início com a notificação formal de Trump ao Congresso, que ocorreu 48 horas após o início do conflito, estabelecendo o prazo de 60 dias que se encerraria em 1º de maio. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, fez declarações em uma audiência no Senado na quinta-feira, mas os democratas contestaram essa posição, afirmando que não havia respaldo legal para tal afirmação.

Debate no Congresso

A Constituição dos EUA determina que apenas o Congresso pode declarar guerra, e não o presidente, embora essa limitação não se aplique a operações que o governo classifica como de curto prazo ou para enfrentar uma ameaça imediata. O Partido Republicano, liderado por Trump, possui uma pequena maioria em ambas as casas do Congresso.

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Desde o início do conflito, os democratas têm tentado aprovar resoluções que forcem Trump a retirar as tropas americanas ou a buscar autorização do Congresso, mas essas propostas têm sido rejeitadas pelos republicanos.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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