Censo Escolar 2025: aprovação no ensino fundamental público chega a 97%

Na última sexta-feira (26), o MEC (Ministério da Educação) anunciou dados da segunda etapa do Censo Escolar de 2025. Os números mostram que a taxa de aprovação de alunos do ensino fundamental na rede pública chegou a 97%.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Além disso, desde 2007, a taxa de reprovação caiu de 13% para 2,4%, e a de abandono escolar, de 5,2% para apenas 0,6%. Esses indicadores são obtidos pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) em colaboração com o MEC, visando avaliar o rendimento escolar e a situação dos alunos ao final de cada ano letivo.
Avanços entre grupos vulneráveis
A melhora no desempenho educacional foi observada entre todos os grupos analisados, mas os resultados foram particularmente positivos entre alunos pertencentes a grupos vulnerabilizados. A aprovação entre estudantes indígenas subiu para 92,2%, enquanto os alunos quilombolas alcançaram uma taxa de aprovação de 95,3%.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa evolução é vista como uma melhoria significativa tanto para a cultura local quanto para o fortalecimento da identidade étnica.
No campo da equidade, a educação especial registrou um avanço expressivo com uma taxa de aprovação de 96,7%. Entre os estudantes pretos e pardos, o sucesso escolar também foi elevado, atingindo 96,7%. As escolas rurais mostraram um crescimento robusto, com uma taxa de aprovação que chegou a 96%, encurtando a diferença em relação aos centros urbanos, onde a aprovação é de 97,1%.
Redução das taxas de abandono escolar
Os dados indicam uma redução significativa nas taxas de abandono escolar. Os resultados mostram que esse compromisso com a permanência dos estudantes se reflete em taxas residuais em todos os segmentos analisados — variando entre 0,4% entre brancos e 2,2% nas escolas indígenas.
Quando analisadas por gênero, as meninas apresentaram uma taxa de aprovação de 97,6%, enquanto os meninos alcançaram 96,4%.
Essas taxas são calculadas com base nas informações coletadas na segunda etapa do Educacenso e são fundamentais para avaliar a qualidade do sistema educacional e o fluxo dos alunos nos níveis nacional, estadual e municipal.
Políticas públicas que fazem a diferença
Dentre as políticas públicas que contribuíram para esses avanços estão programas como o Escola em Tempo Integral e o Escola das Adolescências. O primeiro incentiva matrículas na educação integral em todo o Brasil; já o segundo oferece apoio técnico – pedagógico e financeiro nos anos finais do ensino fundamental.
O maior investimento proporciona mais estrutura e acolhimento para os estudantes em situação de vulnerabilidade social. O governo federal oferece assistência por meio de propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Um estudo conduzido pelo Instituto Natura confirmou que há um retorno social significativo para as comunidades resultante do investimento em educação integral.
Para cada R$ 1 investido em educação integral, o retorno à população é de R$ 3,49.
Efeitos positivos no futuro dos jovens
A pesquisa também mostrou que esses investimentos não apenas melhoram a qualidade do ensino, mas geram um impacto positivo contínuo na vida dos jovens mesmo após deixarem a escola. Entre os ganhos diretos identificados pelo estudo estão um aumento médio de R$ 172 na renda mensal e um crescimento de três pontos percentuais na taxa de empregabilidade dos jovens egressos do ensino médio integral.
Além disso, foram observados dados significativos sobre evasão escolar: essa taxa caiu para 4,8%, enquanto o ingresso no ensino superior aumentou em impressionantes 8,8%. O Censo Escolar é considerado a principal pesquisa estatística da educação básica no Brasil.
Coordenado pelo Inep e realizado em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Educação, inclui todas as escolas públicas e privadas do país.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



