CBTU compra trens antigos de Belo Horizonte para evitar colapso no metrô do Recife

A operação de R$ 60 milhões traz composições da Série 900, dos anos 1980, para reforçar a Linha Sul, que transporta 60 mil passageiros por dia.

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Foto: Reprodução
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Antes de decidir pela compra de trens usados, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) avaliou diversas possibilidades no mercado nacional. A análise considerou trens desativados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que possuíam ar-condicionado, mas que exigiam reformas extensivas após anos sem operação.

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A CPTM havia desativado as séries 2000, 2100 e outras com esse sistema, indicando-as como opções viáveis para a avaliação.

Outra alternativa estudada foi a utilização de trens da Trensurb, no Rio Grande do Sul. No entanto, a recuperação dessas composições demandaria um tempo excessivo, o que não se encaixava com a urgência de reforçar a frota em Recife. A proposta original envolvia apenas a cessão dos veículos, sem a possibilidade de aquisição definitiva.

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Diante desse cenário, a CBTU optou pela Série 900 do Metrô de Belo Horizonte, que estava em processo de desativação. Essas composições, fabricadas na década de 1980 e entregues entre 1985 e 1986, estão entre os trens mais antigos ainda em operação no Brasil.

A escolha se baseou na disponibilidade imediata e na compatibilidade com o sistema ferroviário pernambucano.

É importante ressaltar que o estado de conservação dos trens varia. Apenas uma unidade está em condições de operar imediatamente, enquanto outras necessitam de reparos ou apresentam limitações devido à sua idade. A CBTU planeja embarcar a primeira unidade em 8 de maio, com chegada prevista entre 15 e 19 de maio, entrando em operação em junho, após os ajustes e treinamentos necessários.

As demais composições serão entregues ao longo dos meses seguintes, com a frota completa integrada ao sistema até outubro.

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O investimento total da operação é estimado em R$ 60 milhões, cobrindo a aquisição dos trens, transporte, comissionamento e suporte operacional. A CBTU justifica a medida como essencial para evitar um colapso na Linha Sul, que transporta cerca de 60 mil passageiros diariamente.

A empresa previu que, sem reforço, a frota poderia atingir níveis críticos em 2027, comprometendo a continuidade do serviço.

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