Casares renuncia ao conselho do São Paulo antes de julgamento

Casares abandona conselho tricolor antes de julgamento em 2026, buscando evitar processo disciplinar.

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Júlio Casares renunciou ao cargo de conselheiro do São Paulo Futebol Clube nesta quinta-feira (30). O movimento ocorre em um esforço visível para evitar ser julgado pela Comissão de Ética da instituição.

Casares enfrenta investigações sobre gestão temerária e atividades irregulares durante seu mandato na entidade paulista. Na carta formalizando sua saída, além dos cargos associativos, Júlio também comunicou deixar completamente os quadros sociais do club.

Impedimento estatutário complica a renúncia

No entanto, há uma barreira legal ao pedido: segundo o artigo 38 do Estatuto Social são – paulino não é aceito desligamento voluntário quando um sócio está sob procedimento administrativo disciplinar até conclusão deste processo.

“A gente tá falando de sofrer um ‘processo de exceção'”, explicou Borragine para o Estadão. A defesa alega ainda ter tido seu direito à ampla defesa “cerceado”, pois teria sido impedida pelo próprio Conselho Deliberativo e pela Comissão Ética de acessar documentos necessários para sua representação na comissão.

Histórico das investigações no São Paulo

O ex-presidente Júlio Casares já havia deixado a presidência do clube em janeiro, após ter seu afastamento aprovado pelos conselheiros. A renúncia ocorrida naquela época encerrou um processo de impeachment maior, cuja conclusão seria feita por meio de uma assembleia geral de sócios.

A expectativa era o distanciamento definitivo dele como líder máximo paulista.

Desde dezembro passado, ele é alvo tanto do Ministério Público quanto de apurações internas feitas pelo próprio São Paulo Futebol Clube. O gatilho dessas investigações foi vazamento de áudio revelando suposto esquema clandestino no uso de camarotes dentro do Morumbi.

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Além disso, Casares também está sob inquérito relacionado a possíveis saques irregulares dos cofres da instituição são – paulina. As autoridades já avançaram na coleta de provas com operações que incluíram busca e apreensão em diversos locais, além das oitivas realizadas junto suspeitos e testemunhas envolvidas nos fatos. Crise institucional atinge os cargos diretivos

A série dramática de acontecimentos levou à expulsão interna por parte do São Paulo Futebol Clube tanto de Mara Casares quanto de Douglas Schwartzamann — diretores diretamente ligados ao esquema de camarotes —, enquanto Márcio Carlomagno foi expulso também como associativo; ele era considerado braço direito de Júlio Casares.

Atualmente, Harry Massis ocupa o cargo presidencial no clube e havia sido vice-presidente em relação a júlio.

O cenário político interno está agitado: há uma previsão para eleições presidenciais ainda no final de 2026. O São Paulo Futebol Clube já vive os efeitos dessa intensa articulação entre conselheiros que se preparam ativamente pelo pleito máximo do clubesão paulista.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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