Casal que pagou US$ 8,35 milhões pela casa de Marilyn Monroe briga na Justiça para demolir o imóvel

Prefeitura de Los Angeles tombou o bangalô em 2024 e cassou as licenças de demolição; em abril de 2026, a Pacific Legal Foundation assumiu a defesa dos donos.

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Vista aérea da casa em Los Angeles onde Marilyn Monroe viveu e morreu | Foto: Reprodução/CNN Brasil

A casa onde Marilyn Monroe passou seus últimos meses de vida e morreu, em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1962, voltou ao noticiário por uma disputa judicial. Os atuais proprietários querem derrubar o imóvel, mas a prefeitura se opõe e decidiu preservá-lo como patrimônio histórico.

O embate com a cidade vem de 2023. Em abril de 2026, a Pacific Legal Foundation passou a defender os donos em uma ação federal contra a prefeitura, que agora pede o arquivamento do processo.

Única casa comprada pela atriz em nome próprio

Marilyn adquiriu o imóvel em fevereiro de 1962, por US$ 77,5 mil. Trata-se de um bangalô em estilo espanhol, construído nos anos 1920, e foi a primeira e única residência que ela comprou em seu nome.

A atriz morreu no local seis meses depois da compra. A causa apontada foi uma overdose de barbitúricos, mas o laudo fala em causa aparente. Desde então, o endereço carrega um peso histórico ligado à sua trajetória.

Casal pagou US$ 8,35 milhões e queria demolir a casa

Em 2023, Brinah Milstein e Roy Bank desembolsaram US$ 8,35 milhões pelo imóvel. O plano do casal era derrubar a construção e expandir uma propriedade vizinha que eles já tinham.

No início, a demolição e a reconstrução do espaço foram autorizadas. A situação mudou quando a vereadora Traci Park propôs o reconhecimento da casa como patrimônio histórico. A proposta enfrentou resistência de moradores e de admiradores da atriz.

Proteção foi declarada em junho de 2024

Segundo Park, perder a residência seria um duro golpe na preservação da memória de Los Angeles. Ela lembrou ainda que menos de 3% dos imóveis reconhecidos como históricos na cidade têm ligação com o legado de mulheres.

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Em junho de 2024, a casa virou oficialmente um marco histórico-cultural. Na sequência, as licenças de demolição foram cassadas, e os proprietários ficaram impedidos de executar o projeto.

Donos recorrem à Justiça e falam em prejuízo

Milstein e Bank entraram com a ação federal em janeiro de 2026. Em abril, a Pacific Legal Foundation assumiu o caso sem cobrar honorários. A entidade sustenta que a decisão municipal fere a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante compensação justa quando o governo ocupa uma propriedade.

De acordo com a ação, os donos arcam com gastos de impostos, licenças, despesas jurídicas e segurança. O casal também afirma que o status histórico atraiu invasores e ladrões ao terreno. Para a fundação, se a cidade quer transformar o local em museu ou monumento público, deveria custear a iniciativa, e não repassar a conta aos proprietários.

Prefeitura pede arquivamento do processo

A prefeitura de Los Angeles apresentou pedido para que a ação seja arquivada. O movimento é mais um capítulo da disputa, e a residência segue protegida contra a demolição enquanto o caso tramita na Justiça.

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