Cara Delevingne abre o jogo sobre dependência química e tráfico de drogas na adolescência

Cara Delevingne revela passado de dependência química e tráfico de drogas
A supermodelo, atriz e agora cantora Cara Delevingne, de 33 anos, revelou que, durante sua adolescência, chegou a vender drogas para financiar seu próprio consumo de substâncias ilícitas. Atualmente sóbria, a britânica compartilhou um relato impactante sobre sua experiência com a dependência química antes de buscar tratamento.
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Em uma entrevista ao podcast Call Her Daddy, apresentado por Alex Cooper, Cara contou que experimentou drogas pela primeira vez aos 14 anos e começou a revendê-las para sustentar o hábito. “Como eu não tinha dinheiro naquela época, comecei a comprar drogas para vender e também para consumir”, confessou.
Ela acrescentou que, ao comprar as drogas para revender, acabava usando quase tudo, vendendo apenas metade e consumindo o restante. “Basicamente, conseguia usar drogas de graça. Eu não era uma boa traficante”, disse.
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Dificuldades com a cetamina e fuga emocional
Uma das modelos mais reconhecidas de sua geração, Cara explicou que a cetamina, um potente analgésico e anestésico, foi uma das substâncias com as quais mais teve dificuldades. Ela admitiu que recorria às drogas como uma forma de escapar de sentimentos que não conseguia lidar. “Eu adorava a sensação que as drogas me proporcionavam.
Adorava não precisar pensar na minha mãe. Adorava não sentir a pressão de não ir bem na escola, de não me sentir boa o suficiente ou de não me amar. Tudo isso desaparecia”, relatou.
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A artista também compartilhou um período em que o uso de substâncias saiu do controle, levando a episódios de alucinação. “Eu acreditava que meu pai era Deus e minha mãe era o diabo, e que eu precisava matá-la para salvar o fim do mundo. Eu perdi completamente a noção da realidade”, confessou.
Desafios com a saúde mental e busca por tratamento
Cara revelou que sua saúde mental se deteriorou durante a adolescência, enfrentando ideação suicida. “Meu mundo inteiro desmoronou e pensei: ‘Acho que tudo o que acreditei nos últimos 15 anos está errado’. Minha mente estava um caos absoluto.
Eu tentava me derrubar fisicamente porque queria fugir”, desabafou.
Essas declarações reforçam relatos anteriores da atriz sobre sua luta. Em uma entrevista recente à revista Vogue, Cara explicou que já havia tentado outras abordagens para lidar com seus traumas. “Antes, eu sempre buscava soluções rápidas, como retiros de uma semana ou cursos sobre trauma.
Isso ajudava por um tempo, mas nunca chegava à raiz da questão, ao que era mais profundo”, afirmou.
Ela finalmente encontrou um programa baseado nos 12 passos, método adotado por diversas organizações que tratam da dependência química. “Desta vez, percebi que o tratamento baseado nos 12 Passos era a melhor opção. E também entendi que não havia motivo para sentir vergonha disso.
A comunidade fez uma diferença enorme. O oposto da dependência é a conexão. E foi isso que encontrei no programa dos 12 Passos”, compartilhou.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



