Candidatos do RS mostram disparidades nas riquezas declaradas ao TSE
Candidatos do RS expõem grandes diferenças nas riquezas declaradas ao TSE, gerando debates sobre desigualdade social.
Os sete candidatos que disputam o cargo no Rio Grande do Sul apresentaram à Justiça Eleitoral um leque de patrimônios extremamente disparados ao declararem suas riquezas até a Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026.
O levantamento expôs variações gritantes na capacidade financeira dos concorrentes: enquanto alguns indivíduos registraram bens avaliados por quase R 1 bilhão — como é o caso da declaração mais alta —, outros informaram não possuir nenhum bem.
O maior valor declarado pertence, atualmente, Gabriel Souza, vice – governador pelo MDB; já Cesar Pontes, candidato PCO, optou por declarar zero ativos financeiros ou imóveis.
Grandes saltos e quedas patrimoniais entre os candidatos
A análise das movimentações financeiras revela que a mudança de patamar econômico foi marcada tanto pelos aumentos quanto pelas reduções significativas em relação aos ciclos eleitorais anteriores para quase todos os concorrentes analisados no estado do Rio Grande do Sul.
Um dos casos mais notáveis é o de Luciano Zucco (PL), deputado federal. Ele registrou um crescimento expressivo desde 2022, quando havia declarado R389,3 mil; hoje seu montante atinge R 709,3 mil — representando uma alta percentual impressionante e chegando à maior valorização entre quem disputou as eleições na região há quatro anos.
Gabriel Souza também apresentou aumento patrimonial considerável ao declarar R 935,5 mil neste ano em comparação com os valores registrados durante sua disputa pelo vice – governo estadual no mesmo período anterior a este ciclo eleitoral de vice governador. O total inclui metade de um apartamento avaliado por quase R296 mil e outro imóvel parcial localizado em Porto Alegre (R 287,7 mil.
Outros perfis: redução ou manutenção dos bens
A disparidade não se restringe apenas aos aumentos; vários candidatos também apresentaram retração nos ativos declarados ao TSE entre as eleições.
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Juliana foi uma das candidatas que registraram queda patrimonial significativa na comparação com sua candidatura mais recente à Prefeitura de Porto Alegre no ano anterior a este. Ela passou de declarar cerca de R396,6 mil para os atuais R 376,1 mil — o valor total é composto por um apartamento financiado pelo Banrisul e veículos Honda HR – V em destaque neste ciclo eleitoral atualizado pela Justiça Eleitoral (TSE.
Marcelo Maranata do PSDB teve seu patamar financeiro reduzido consideravelmente; comparando consigo mesmo ao período da reeleição como prefeito de Guaíba pelo PDT, houve uma diminuição equivalente a quase R 134 mil nos bens declarados.
Diferenças na declaração versus realidade dos ativos
É importante notar que os valores apresentados aos órgãos públicos não espelham necessariamente o preço mercadológico ou valor real e corrente dos itens. Imóveis residenciais, veículos automotores e participações em empresas podem permanecer registrados com base no montante pago originalmente durante sua aquisição pela pessoa física envolvida nas eleições do Rio Grande do Sul.
Apesar das variações de riqueza expostas pelo TSE — como a diferença entre um patrimônio declarado por Gabriel Souza (MDB) avaliado pelos quase R 935 mil contra Cesar Pontes sem bens —, as autoridades eleitorais esclareceram ainda que essas flutuações nos dados declarados para diferentes pleitos não indicam automaticamente qualquer tipo de irregularidade ou inconsistência legal na esfera pública.