Candidatos Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda disputam segundo turno das eleições na Colômbia
A disputa acirrada entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda pode redefinir o futuro político da Colômbia, impactando questões sociais e econômicas
Os candidatos à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda, participaram neste domingo (21) do segundo turno das eleições presidenciais. De la Espriella, advogado de direita, votou na cidade de Barranquilla, onde foi cercado por uma multidão de apoiadores que entoavam gritos como “presidente” e “fora Petro”.
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Esta etapa decisiva das eleições pode determinar se a Colômbia continuará sua trajetória de esquerda ou se fará uma mudança em direção à direita, ao eleger um candidato que promete adotar uma postura mais rigorosa no combate ao crime e impulsionar o setor de petróleo e gás do país.
Promessas e Críticas
Durante sua campanha, De la Espriella responsabilizou o atual presidente Gustavo Petro pelos desafios econômicos e de segurança enfrentados pela Colômbia. Ele se comprometeu a reduzir impostos e o tamanho do Estado em até 40%, embora tenha afirmado que manterá o aumento de 23% no salário mínimo promovido por Petro, além de outras medidas sociais populares.
Após exercer seu voto na escola La Enseñanza, o candidato declarou que sua candidatura visa “derrotar a tirania” e expressou otimismo: “Hoje a Colômbia vence”, disse ele, ressaltando a importância do apoio popular e da ajuda divina para alcançar seus objetivos.
Visão de Iván Cepeda
Iván Cepeda, por sua vez, votou em Bogotá e é reconhecido como um dos principais representantes da esquerda colombiana. Com 63 anos, ele defende a continuidade das políticas implementadas por Gustavo Petro, que foi o primeiro presidente de esquerda do país.
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Entre suas propostas estão o pagamento de pensões estatais para os mais necessitados, reformas trabalhistas com suporte dos sindicatos e negociações de paz com grupos armados que atuam na Colômbia há décadas. Além disso, Cepeda propõe uma moratória sobre novos projetos petrolíferos, refletindo uma agenda voltada para a justiça social e ambiental.
A disputa entre os dois candidatos reflete as divisões políticas na Colômbia e as tensões sociais que permeiam o país. O resultado dessa eleição poderá influenciar não apenas a política interna da Colômbia, mas também suas relações com outros países da América Latina, onde muitos governos estão adotando posturas diferentes em relação à economia e aos direitos humanos.
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Com as urnas abertas até o final do dia, milhões de colombianos aguardam ansiosamente os resultados que definirão o futuro político da nação. A escolha entre continuar com as políticas progressistas de Petro ou retornar a um modelo mais conservador será crucial para os rumos do país nos próximos anos.