Eleições na Colômbia: Abelardo De La Espriella promete intensificar ações militares contra grupos

A vitória de Abelardo De La Espriella pode intensificar a repressão a grupos armados na Colômbia

20/06/2026 08:36

4 min

Soldados do Exército da Colômbia
Soldados do Exército da Colômbia

O futuro presidente da Colômbia enfrentará o desafio de restabelecer o controle sobre os territórios dominados por grupos armados ilegais, que se tornaram mais influentes durante a gestão atual. Além disso, será necessário trabalhar para reduzir a violência e lidar com outras questões de segurança no país.

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As eleições, marcadas para este domingo (21), apresentam duas visões opostas sobre o futuro da nação, que viveu seis décadas de conflitos internos, resultando em mais de 450 mil mortes.

Candidatos e suas propostas

Abelardo De La Espriella, de 47 anos e candidato da direita, promete intensificar as ações militares contra organizações armadas, o narcotráfico e o crime organizado. O advogado e novato na política lidera as pesquisas de intenção de voto e se compromete a encerrar as negociações de paz que não trouxeram resultados significativos durante os quatro anos do governo do presidente Gustavo Petro, que está prestes a deixar o cargo.

De La Espriella é representante do movimento político Defensores de la Patria e concedeu uma entrevista coletiva em Medellín em fevereiro de 2026.

Por outro lado, Ivan Cepeda, senador de 63 anos, opta por dar continuidade às conversações de paz. Ele busca pressionar o legislativo para aprovar um projeto que ofereça benefícios legais às gangues em troca do desmantelamento das suas estruturas.

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Eduardo Pizarro, analista político, destacou que a segurança foi o tema central desta campanha, fator que contribuiu para a vitória de De La Espriella no primeiro turno. A percepção de insegurança aumentou nas cidades devido a preocupações com extorsão e crimes menores.

Desafios futuros e crescimento dos grupos armados

Independentemente do resultado das eleições, há uma expectativa de que os ataques por parte dos grupos armados possam aumentar sob a nova administração, já que essas organizações buscam demonstrar sua força e garantir vantagens em possíveis negociações.

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Um oficial aposentado do alto comando militar sob o governo Petro afirmou que o próximo governo deve entender que é necessário aliar estratégias robustas de segurança com soluções negociadas. Ele enfatizou a importância de um plano coordenado para abordar a questão da segurança no país.

Para isso, será fundamental reconstruir as forças armadas, melhorar as capacidades de inteligência e reduzir os lucros provenientes das atividades criminosas. Dados oficiais indicam uma queda nas taxas de homicídio e roubo nas principais cidades, embora a extorsão tenha aumentado em algumas áreas urbanas.

Além disso, um relatório revelou que entre 2022 e o primeiro semestre de 2026 houve quase um aumento considerável no número de integrantes dos grupos armados, passando de 13 mil para 25 mil.

Esses grupos incluem facções como o Clã do Golfo e dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e do Exército de Libertação Nacional (ELN), expandindo seu controle principalmente em regiões rurais essenciais para o tráfico de drogas e mineração ilegal.

Aproximadamente um quarto dos municípios colombianos apresenta atividade ou presença desses grupos armados.

A gestão do presidente Gustavo Petro foi marcada pela demissão de mais de 70 generais das forças armadas e da polícia, incluindo especialistas em inteligência, o que impactou negativamente na capacidade operacional das forças de segurança. Um ex-general ressaltou que restaurar essa capacidade é crucial para combater os grupos armados.

Ele também destacou a necessidade urgente de um programa para ajudar agricultores a trocar a produção da coca por outras culturas.

Em defesa das ações do governo atual, o Ministro da Defesa Pedro Sánchez argumentou que sob a administração Petro cerca de 16 mil membros de grupos armados foram removidos do conflito através de prisões e rendições. Ele também mencionou um aumento significativo na destruição de equipamentos utilizados na mineração ilegal e na apreensão de grandes quantidades de cocaína nos últimos anos.

Ainda segundo Sánchez, abordagens simplistas sobre segurança podem gerar desinformação ao promover medo enquanto oferecem soluções retóricas. O chefe da polícia complementou afirmando que combater o crime requer estratégias além do uso da força militar, incluindo investimentos em saúde pública, educação e infraestrutura rural.

Para avançar efetivamente nas questões relacionadas à segurança, será necessário também progredir nas reformas sociais pendentes estabelecidas no acordo de paz com as FARC firmado em 2016.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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