Canamera Energy Metals inicia sondagem promissora no projeto São Sepé, no Rio Grande do Sul

A Canamera Energy Metals inicia sondagem no promissor projeto São Sepé, no Rio Grande do Sul, despertando interesse em terras raras. Descubra mais!

13/05/2026 15:21

3 min

Canamera Energy Metals inicia sondagem promissora no projeto São Sepé, no Rio Grande do Sul
(Imagem de reprodução da internet).

Canamera Energy Metals Inicia Sondagem no Projeto São Sepé

A Canamera Energy Metals, empresa canadense, deu início a uma campanha de sondagem no projeto São Sepé, localizado no Rio Grande do Sul. Este movimento faz parte do crescente interesse de empresas estrangeiras em explorar o potencial brasileiro em terras raras.

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De acordo com um comunicado da companhia, divulgado na quarta-feira (13), o programa começou em 1º de maio e prevê cerca de 500 metros de sondagem por trado, focando em três alvos prioritários identificados a partir de amostras superficiais de solo.

É importante ressaltar que, apesar do anúncio, o projeto ainda se encontra em uma fase inicial. A presença de alvos exploratórios ou anomalias no solo não garante que a área possua a escala, teor, viabilidade econômica ou condições ambientais e financeiras necessárias para se tornar uma operação mineral.

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Alvos de Sondagem e Resultados Promissores

Os alvos de sondagem foram nomeados de Sara, Erica e Maya. Segundo a Canamera, esses alvos foram definidos após a análise de 46 amostras coletadas pela iFind Mining, em profundidades de até 70 centímetros. A empresa destacou que os resultados mostraram valores promissores de TREO (óxidos totais de terras raras) e MREO (óxidos de terras raras magnéticas), além de concentrações anômalas de disprósio e térbio, elementos considerados relevantes para a produção de ímãs permanentes.

Embora a Canamera mencione o potencial de mineralização, ainda não foram apresentadas estimativas de recursos minerais, reservas ou estudos econômicos que comprovem a viabilidade comercial do projeto. A campanha de sondagem tem como objetivo verificar se as anomalias identificadas na superfície se estendem em profundidade e lateralmente, com duração prevista entre quatro e seis semanas.

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Potencial de Mineralização e Infraestrutura

A Canamera possui uma opção para adquirir até 100% do projeto São Sepé, conforme um acordo firmado com a iFind Mining, cujos detalhes foram anunciados em outubro de 2025. O interesse da empresa reside no potencial de mineralização de terras raras em argilas de adsorção iônica, um modelo geológico que tem ganhado destaque no Brasil por permitir processos de lavra e beneficiamento menos complexos em comparação com depósitos tradicionais de rocha dura.

O comunicado da Canamera também faz uma comparação entre as características de São Sepé e o depósito Pela Ema, da Serra Verde. No entanto, essa comparação deve ser feita com cautela, pois ainda não há resultados de sondagem ou estudos independentes que comprovem a viabilidade econômica do projeto gaúcho.

Desafios e Oportunidades no Setor de Terras Raras

A maior parte dos furos planejados pela Canamera será realizada dentro do Granito São Sepé. Além de investigar as anomalias de solo, cerca de 400 metros da campanha serão dedicados a testar a continuidade lateral da possível mineralização. A empresa também destaca que o projeto conta com boa infraestrutura, incluindo uma rede de estradas que facilita o acesso à área e a mobilização de equipamentos de sondagem.

Brad Brodeur, CEO da Canamera, expressou otimismo em relação ao início do programa em São Sepé, ressaltando que a definição de três áreas-alvo com valores relevantes de TREO e níveis encorajadores de disprósio e térbio oferece um “caminho claro” para a próxima fase de exploração.

O avanço ocorre em um contexto global de busca por cadeias de suprimento de minerais críticos menos dependentes da China, que atualmente domina etapas importantes do processamento de terras raras.

O Brasil tem atraído crescente interesse nesse setor, devido ao seu potencial geológico e à disponibilidade de áreas ainda pouco exploradas. Contudo, o principal desafio é transformar esse potencial em produção comercial e avançar além da etapa de concentração mineral, uma vez que a maior parte da agregação de valor ocorre nas fases subsequentes da cadeia, como separação e refino.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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