Câmara dos EUA aprova resolução para limitar ataques de Trump ao Irã

Câmara dos EUA aprova restrições a ataques militares contra o Irã
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deu luz verde, na quarta-feira (3 de junho de 2026), a uma resolução que visa impedir o presidente Donald Trump (Partido Republicano) de ordenar novos ataques militares contra o Irã sem a aprovação do Congresso.
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É a primeira vez, desde o início do conflito, que uma medida desse tipo é aprovada pela Câmara.
O resultado da votação foi de 215 votos favoráveis a 208 contrários. O apoio à resolução veio também de quatro republicanos que se juntaram aos democratas para votar a favor do bloqueio de novas ações militares presidenciais contra o Irã. A medida reflete a crescente insatisfação do Congresso com o conflito, que não recebeu autorização formal.
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Impopularidade da guerra aumenta
A guerra tem enfrentado uma crescente impopularidade entre os eleitores americanos. Uma pesquisa do New York Times-Siena College, realizada em maio, revelou que 64% dos eleitores registrados consideram que Trump tomou a decisão errada ao entrar em guerra.
Apenas 30% dos entrevistados acreditam que ele agiu corretamente.
Senado já aprovou proposta semelhante
Em maio, o Senado já havia aprovado uma proposta semelhante que obrigava Trump a encerrar as operações militares no Oriente Médio. A iniciativa recebeu o apoio de um pequeno grupo de republicanos, mas não chegou a ser votada em definitivo e ficou paralisada no Congresso.
Resolução de 1973 e o debate legal
A Resolução de Poderes de Guerra de 1973, que serviu de base para a votação, exige que presidentes retirem forças norte-americanas de conflitos não autorizados dentro de 60 dias. Ao fim do prazo legal, em 1º de maio, Trump argumentou que as hostilidades tinham sido “encerradas” com a entrada em vigor de um cessar-fogo.
A versão aprovada pela Câmara não pode ser vetada, mas ainda há incerteza sobre se ela possui privilégio parlamentar, o que garantiria sua análise obrigatória no Senado. Caso contrário, o líder da maioria, John Thune (republicano da Dakota do Sul), pode optar por não colocá-la em votação.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Brasil
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