Governo analisa rejeição de Jorge Messias ao STF e inicia “caça às bruxas” interna

Governo analisa rejeição de Jorge Messias ao STF e investiga causas de “tempestade perfeita”. Descubra os desdobramentos dessa crise interna!

05/05/2026 03:16

3 min

Governo analisa rejeição de Jorge Messias ao STF e inicia “caça às bruxas” interna
(Imagem de reprodução da internet).

Avaliação do Governo sobre Rejeição de Jorge Messias ao STF

O governo federal deu início a uma análise interna para entender os motivos que resultaram na rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o analista Pedro Venceslau, durante o programa Hora H desta segunda-feira (4), o processo foi denominado internamente de “caixa preta”, em alusão ao equipamento utilizado em aeronaves para esclarecer acidentes aéreos. “Assim como nos acidentes aéreos, o governo acredita que houve diversas causas que levaram à rejeição, foi uma ‘tempestade perfeita’ praticamente”, ressaltou Venceslau.

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A votação, que ocorreu de forma secreta, também gerou desconfianças sobre possíveis traições dentro da base aliada. Há suspeitas de que Ana Paula Lobato (PSB-MA), senadora suplente de Flávio Dino, teria votado contra a indicação.

Início da “Caça às Bruxas”

Em meio a esse clima de incertezas, começou o que Venceslau descreveu como uma espécie de “caça às bruxas”. Jacques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, foi um dos primeiros a ser questionado. Wagner passou por uma situação constrangedora ao cochichar no ouvido de Davi Alcolumbre (União-AP) momentos antes da divulgação do resultado, recebendo informações antecipadas sobre o placar final.

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Contudo, o próprio Davi Alcolumbre declarou publicamente, em entrevista ao Portal Fórum, que Wagner não é culpado pela derrota.

Randolfe Rodrigues (PT-PE), considerado um dos responsáveis pela situação e pelo diagnóstico que foi visto como equivocado, também se manifestou. Em entrevista ao jornal O Globo, ele afirmou que o presidente estava plenamente ciente dos riscos envolvidos e que havia alertado várias vezes que o resultado real poderia ser diferente do que estava sendo divulgado. “O placar que era ventilado para a imprensa, apresentado muitas vezes de forma triunfalista, passou de uma vitória tranquila para uma vitória apertada, mas nunca se cogitou uma derrota”, recordou Venceslau.

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José Guimarães e a Situação Atual

Randolfe, ainda em sua entrevista ao O Globo, defendeu que cumpriu seu papel ao apontar as dificuldades, mas considerou acertada a decisão de prosseguir com a sabatina. Outro nome mencionado por Venceslau é o de José Guimarães, que recentemente assumiu a Secretaria de Relações Institucionais.

Sua posse foi marcada por grande prestígio, com a presença de líderes do Centrão e até de Davi Alcolumbre, que havia se distanciado dos atos do governo. “Muitas pessoas, após esse evento, acreditaram que a situação estava realmente pacificada, mas ele [José Guimarães] já chegou com duas grandes derrotas no currículo”, concluiu o analista.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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