Calvície também aparece em mulheres e antes dos 30, mas a DHT pesa mais sobre os homens
A calvície atinge mais homens, mas também pode aparecer em mulheres e começar antes dos 30 anos. A perda gradual dos fios está ligada sobretudo a fatores genéticos e hormonais, que moldam o crescimento e a espessura do cabelo ao longo da vida.
Uma revisão científica de 2025, publicada nos Anais Brasileiros de Dermatologia por pesquisadores vinculados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), indica que a calvície androgenética atinge 30% dos homens aos 30 anos e 50% aos 50 anos. O problema pode dar sinais na juventude e tende a ficar mais comum com a idade.
Por que os homens são mais afetados
A predisposição masculina se explica pela ação da di-hidrotestosterona (DHT), hormônio derivado da testosterona, sobre folículos geneticamente sensíveis. Esse processo afina os fios aos poucos, em geral nas entradas e na coroa, e não depende necessariamente de níveis altos de testosterona.
Nas mulheres, o quadro costuma aparecer como perda gradual de volume, sobretudo no topo da cabeça, com a risca central ficando mais larga. Nem toda queda feminina, porém, tem origem hereditária. Alterações após o parto, doenças e restrições alimentares também podem levar à perda de fios.
Tratamentos retardam a perda, mas o resultado varia
Segundo a Dra. Angela Perretoo, médica e responsável técnica nacional da Homenz, o ritmo da calvície depende da genética de cada pessoa. Para ela, mudanças na espessura dos fios e na cobertura do couro cabeludo podem surgir antes de uma queda visível, percebida, por exemplo, durante o banho.
Minoxidil e finasterida estão entre os medicamentos usados para desacelerar a progressão da calvície e preservar os fios. Ainda assim, os efeitos mudam de paciente para paciente, e a escolha do tratamento depende de avaliação dermatológica.
Queda temporária após o transplante faz parte do processo
Após o transplante, os fios implantados podem cair de forma temporária, sem que os folículos sejam perdidos. Essa queda costuma acontecer entre duas e oito semanas, período em que os primeiros resultados ainda não aparecem. Esses resultados surgem entre seis e nove meses.
“O que acontece é a continuidade do afinamento dos cabelos naturais que já estavam na região. Assim, ao longo dos anos, o paciente pode voltar a perceber falhas entre os fios transplantados ou em áreas que não receberam enxertos, especialmente quando a calvície continua avançando sem controle”, explica Angela.
Os fios transplantados podem durar décadas, mas a cirurgia não freia a evolução da calvície. Na prática, o paciente pode precisar de acompanhamento médico para manter os cabelos naturais e decidir se novos tratamentos são necessários.
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Redação Saúde e Educação
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