Calmaria surpreendente no Golfo: ataques iranianos dão trégua após semanas de tensão

Calmaria surpreendente no Golfo após semanas de tensão. Descubra o que mudou e como os países da região reagem a essa nova fase.

Calmaria no Golfo após ataques recentes

Hoje amanheceu no Golfo e, pela primeira vez desde que os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque ao Irã, não houve relatos de ataques com drones ou mísseis durante a madrugada desta quinta-feira (9). Nas últimas seis semanas, autoridades ministeriais dos países do Golfo têm reportado ativamente ataques iranianos nas redes sociais, com incidentes quase diários relacionados à forte presença militar dos EUA na região.

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Na quarta-feira (8), houve relatos de interceptações de mísseis em diversos países do Golfo até a tarde daquele dia. No entanto, nas últimas horas, esses canais públicos ficaram surpreendentemente silenciosos, sugerindo que, pelo menos por enquanto, a situação está mais tranquila.

Relatórios de danos e interceptações

O Ministério da Defesa divulgou seu relatório mais recente na manhã de quarta-feira, informando que várias casas na área de Sitra foram danificadas por estilhaços de um drone iraniano interceptado. Desde a tarde de quarta-feira, os Emirados Árabes Unidos não relataram ataques com mísseis ou drones, após a interceptação de 17 mísseis balísticos e 35 drones provenientes do Irã.

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O Catar também observou um período de calma, sem relatos de ataques com mísseis ou drones contra o canal X nas últimas 15 horas. O Ministério da Defesa do Catar não registrou incidentes nas últimas 14 horas, embora tenha afirmado anteriormente que suas forças armadas interceptaram sete mísseis balísticos e vários drones do Irã.

Autoridades do Kuwait também não relataram incidentes nas últimas 14 horas, após a detecção de quatro mísseis balísticos e 42 drones nas 24 horas anteriores, conforme a agência de notícias estatal KUNA. O Ministério da Defesa de Omã informou que não houve ataques aéreos nas últimas 24 horas.

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Contexto do conflito no Oriente Médio

O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre EUA e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Várias autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas.

Em resposta, o regime dos aiatolás lançou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês desde então.