Quem é Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF afastado a pedido de André Mendonça

Andrei Rodrigues deixou o cargo de diretor – geral da PF (Polícia Federal) nesta terça – feira (8), após um pedido do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele comandava a corporação desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT.
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A decisão ocorreu durante a condução do processo que investiga o escândalo de fraudes no INSS, relatado por Mendonça no STF. O ministro havia determinado que Andrei não participasse do caso e também não tivesse acesso às informações da apuração.
Trajetória de Andrei Rodrigues na Polícia Federal
Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Andrei Augusto Passos Rodrigues é formado em Direito pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas). Ele também tem mestrado em Alta Gestão em Segurança Internacional pela Universidade Carlos III de Madrid, na Espanha.
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Delegado há mais de 20 anos, o diretor – geral afastado coordenou a equipe responsável pela segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022. Antes disso, chefiou a proteção da ex – presidente Dilma Rousseff (PT) na campanha de 2010, vencida pela petista.
Mais tarde, Rodrigues ocupou o posto de secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos. Nesse período, ficou responsável pela segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Antes de atuar diretamente na segurança de Lula, Andrei estava à frente da Divisão de Relações Internacionais da PF, em Brasília. Em dezembro de 2022, Flávio Dino, então anunciado como futuro ministro da Justiça, escolheu seu nome para o comando da corporação.
Na ocasião, Dino afirmou que a escolha estava relacionada à necessidade de recuperar “a autoridade e a legalidade das polícias” e à experiência de Rodrigues na Amazônia.
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Conflito com André Mendonça durante investigação
O afastamento foi precedido por uma reação pública de Andrei à ordem de André Mendonça. O chefe da PF disse a jornalistas que “cumpre essa regra há mais de 20 anos, quando se tornou delegado”, em referência ao procedimento de não interferir em inquéritos conduzidos por subordinados.
Na última terça – feira (1º), Mendonça retirou o sigilo da ação que apura trocas de mensagens entre o ex – banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Alexandre de Moraes.
Já na noite da quinta – feira (3), Moraes recorreu ao inquérito das Fake News para acusar o colega de Corte de cometer crimes na condução de ações no tribunal. O pedido foi fundamentado em relatórios de inteligência da PF.
Para Mendonça, a elaboração dos documentos representou um “monitoramento sistemático e ilegal” de sua atuação. O ministro também pediu afastamentos e travou a inteligência da PF, em decisão relacionada ao caso.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



