Café solúvel brasileiro se prepara para brilhar no mercado europeu com novo acordo!

Café solúvel brasileiro se destaca com acordo Mercosul-União Europeia, prometendo competitividade e aumento nas exportações. Descubra os detalhes!

02/05/2026 16:26

2 min

Café solúvel brasileiro se prepara para brilhar no mercado europeu com novo acordo!
(Imagem de reprodução da internet).

Café solúvel brasileiro ganha competitividade com acordo MercosulUnião Europeia

O café solúvel do Brasil deve se tornar mais competitivo no mercado internacional devido à implementação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que começou a valer nesta sexta-feira (01). Essa medida prevê, inicialmente, uma redução de 1,8% na tarifa para embarques realizados a partir deste mês.

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Aguinaldo Lima, diretor executivo da Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel), ressaltou que o produto está entre os beneficiados, mas seguirá um cronograma específico de redução tarifária. “A alíquota atual é de 9% e começará a ser eliminada gradualmente ao longo de quatro anos, com a expectativa de zerar completamente a partir do quinto ano”, explicou.

Expectativas para o mercado europeu

Apesar de o acordo estar em regime provisório, a Abics demonstra otimismo em relação à sua aplicação, acreditando que o café solúvel brasileiro tende a ganhar competitividade no cenário internacional. A expectativa é que a redução gradual das tarifas aumente o volume exportado para a Europa e ajude a manter a participação do Brasil frente a concorrentes, como o Vietnã.

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A associação destacou que o Vietnã ampliou suas exportações para o bloco europeu após a implementação de um acordo comercial que zerou as tarifas do produto em 2023, aumentando a pressão competitiva sobre o Brasil. No entanto, Lima acredita que o café solúvel brasileiro possui condições para manter sua liderança no mercado europeu.

Dados sobre exportações

O bloco europeu é o segundo principal destino do café solúvel brasileiro, com cerca de 16 mil toneladas exportadas anualmente, representando aproximadamente 20% das exportações totais. O Brasil, por sua vez, possui uma participação de 22% nesse mercado. “Há 15 ou 16 anos, o Brasil exportava cerca de 30% a mais para a União Europeia do que atualmente.

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A União Europeia é nosso segundo maior cliente, enquanto os Estados Unidos ocupam a primeira posição. Considerando países individualmente, Rússia e Argentina alternam a segunda posição, mas, de forma consolidada, a União Europeia se mantém em segundo lugar, muito próxima dos Estados Unidos”, afirmou Lima.

Exigências ambientais e rastreabilidade

Sobre as exigências ambientais do EUDR (Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento), o setor acredita que o Brasil já cumpre os critérios estabelecidos. A associação enfatizou que empresas e entidades têm se preparado desde o início das discussões, com o apoio do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), por meio de sistemas de rastreabilidade e comprovação de origem sem desmatamento.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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