Café exportado na safra 2025/26 cai 18% e totaliza 35,4 milhões de sacas, diz Cepea
A queda nas exportações de café reflete a diminuição da produção e estoques, enquanto o faturamento se mantém estável, indicando um mercado cauteloso
O volume de café exportado durante a safra 2025/26 apresentou uma diminuição de 18% em relação à safra anterior, totalizando 35,4 milhões de sacas de 60 kg até o momento, conforme dados divulgados pelo Cepea (Centro de Pesquisa em Economia Aplicada) nesta quarta-feira, 24.
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Na última safra, o total exportado foi de 43 milhões de sacas. Apesar da queda no volume, o faturamento alcançou US13,7 bilhões, refletindo uma leve diminuição de apenas US 0,1 bilhão em comparação ao ciclo anterior.
Fatores que Contribuíram para a Queda nas Exportações
De acordo com o Cepea, a redução nas exportações está diretamente ligada à diminuição da produção e à baixa nos estoques, que estão em níveis historicamente reduzidos. Durante o ciclo, os produtores adotaram uma postura mais cautelosa e não demonstraram pressa em vender seus estoques.
Essa estratégia foi influenciada pelos preços elevados do grão ao longo da safra, que proporcionaram um bom retorno financeiro aos agricultores.
A análise do Centro de Pesquisa também indica que as condições do mercado levaram os produtores a manter seus estoques por mais tempo, na expectativa de que os preços continuassem favoráveis. Essa situação resultou em um cenário onde a oferta no mercado internacional foi limitada, contribuindo para a queda nas quantidades embarcadas.
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Expectativas para a Próxima Safra
Com a nova safra se aproximando, as negociações começaram a ganhar impulso a partir de maio. No entanto, especialistas alertam que esse aumento nas transações não necessariamente resultará em uma elevação imediata das exportações. O café recém-colhido requer um período significativo para ser preparado e beneficiado antes de estar pronto para embarque em grandes quantidades.
A RaboResearch projeta que a produção na próxima safra deve atingir 73,3 milhões de sacas de 60 kg, sendo 46,7 milhões da variedade arábica e 26,6 milhões da robusta. Há expectativas de que o ritmo das exportações comece a aumentar gradualmente a partir de junho, à medida que as colheitas progridem e os estoques se renovam.
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Essas informações revelam um panorama desafiador para os produtores brasileiros de café e indicam que a recuperação das exportações pode depender não apenas da produção futura, mas também das condições do mercado global e dos preços praticados.
O setor continua atento às tendências para maximizar seu desempenho no comércio internacional.