Café Arábica despenca em Nova York: colheita no Brasil pressiona preços para baixo

Os preços do café arábica despencam em Nova York, impactados pela colheita no Brasil e aumento da oferta global. Descubra os detalhes dessa queda!

08/06/2026 19:06

5 min

Café Arábica despenca em Nova York: colheita no Brasil pressiona preços para baixo
(Imagem de reprodução da internet).

Preços do Café Arábica Caem em Nova York

Os preços do café arábica registraram uma nova queda na bolsa de Nova York nesta segunda-feira (8), influenciados pelo avanço da colheita no Brasil e pelas expectativas de aumento na oferta global. O contrato futuro do café arábica, com vencimento em julho, encerrou o pregão com uma desvalorização de 0,24%, sendo cotado a US$ 2,45 por libra-peso.

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De acordo com a análise da Barchart, o progresso da safra brasileira continua a ser o principal fator que pressiona as cotações para baixo.

A desvalorização do real em relação ao dólar também tem contribuído para essa pressão, uma vez que estimula as exportações dos produtores brasileiros. Leonardo Rossetti, especialista em inteligência de mercado da StoneX, destacou que o mercado já vinha enfrentando perdas significativas na última semana.

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Em Nova York, os contratos do café arábica caíram 7,6%, atingindo os menores níveis em mais de um ano e meio.

Rossetti afirma que a expectativa de uma safra recorde no Brasil é o principal fator de pressão, prevendo um aumento significativo na oferta nas próximas semanas. Embora a colheita ainda esteja atrasada em relação ao ritmo ideal, os trabalhos avançam.

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Um levantamento da StoneX indica que 23% da área cultivada com café arábica foi colhida até o fim da última semana, em comparação a 16% na semana anterior. No caso do café conilon, o percentual colhido subiu de 33% para 42% no mesmo período.

As projeções mais recentes do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reforçam o cenário de maior oferta, estimando que a produção brasileira de café na safra 2026/27 chegue a 71 milhões de sacas. Embora essa estimativa seja inferior à da StoneX, que projeta 75,3 milhões de sacas, ainda assim representaria um recorde para o país.

Globalmente, o USDA prevê um crescimento de 6,4% na produção de café na próxima temporada, o que aumenta a expectativa de abastecimento e diminui a pressão sobre os estoques.

Nos próximos dias, o mercado deve monitorar de perto as condições climáticas nas principais regiões produtoras de café arábica do Brasil. Temperaturas próximas a 5°C durante o inverno podem aumentar a volatilidade dos preços. Além disso, os impactos do fenômeno La Niña entre agosto e setembro, período crucial para a florada da próxima safra, também estão no radar.

Avanços nos Contratos Futuros de Cacau

Os contratos futuros de cacau encerraram a sessão em alta, impulsionados por preocupações com as condições climáticas na Costa do Marfim e por um movimento de cobertura de posições vendidas por investidores. O contrato com vencimento em julho subiu 1,83%, fechando a US$ 3.831 por tonelada.

Segundo a análise da Barchart, relatos de produtores marfinenses indicam que chuvas intensas e ventos fortes afetaram áreas produtoras, causando danos aos cacaueiros e destruindo botões florais jovens.

Essas condições geraram preocupações sobre o potencial produtivo da próxima safra, o que ajudou a sustentar os preços. Além das questões climáticas, a movimentação intensa dos fundos de investimento também influenciou o mercado. Após semanas de pressão baixista, investidores começaram a recomprar contratos para encerrar posições vendidas, um movimento que contribuiu para a recuperação das cotações.

Apesar da alta registrada nesta segunda-feira, o mercado continua atento ao aumento dos estoques globais da commodity. Na última sexta-feira, os preços do cacau haviam caído para os menores níveis das últimas semanas em Nova York e Londres, pressionados pelo aumento dos estoques certificados.

Os estoques monitorados pela ICE, bolsa de referência para o mercado internacional, alcançaram 2,93 milhões de sacas, o maior nível em cerca de um ano e nove meses. A maior disponibilidade física do produto continua a ser um fator de pressão sobre os preços, limitando movimentos mais expressivos de recuperação.

Queda nos Contratos Futuros de Açúcar

Os contratos futuros de açúcar encerraram a sessão em baixa na Bolsa de Nova York, mesmo com a valorização do petróleo, que trouxe algum suporte ao mercado durante o dia. O contrato com vencimento em julho recuou 0,14%, fechando a 14,12 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a análise da Barchart, a alta do petróleo bruto ajudou a sustentar parcialmente os preços do açúcar.

Com a valorização da commodity energética, o etanol se torna mais competitivo, aumentando a possibilidade de que usinas direcionem uma maior parte da cana-de-açúcar para a produção de biocombustível em vez de açúcar. Essa mudança tende a reduzir a oferta global do adoçante, o que pode dar suporte às cotações internacionais.

Ganhos Moderados nos Contratos Futuros de Algodão

Os contratos futuros de algodão encerraram a sessão com ganhos moderados na Bolsa de Nova York. O vencimento para julho subiu 0,17%, fechando a 73,39 centavos de dólar por libra-peso. O mercado encontrou suporte principalmente na fraqueza do dólar norte-americano, que tende a aumentar a competitividade das commodities dos Estados Unidos no mercado internacional, favorecendo a demanda e sustentando os preços do algodão.

Além disso, os preços do petróleo também registraram alta ao longo do pregão, contribuindo para um ambiente mais positivo para as commodities agrícolas.

Valorização do Suco de Laranja

O contrato futuro para o suco de laranja, com entrega em julho, finalizou com uma valorização de 0,75%, fechando negociado a US$ 1,60 por libra-peso.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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