Cães conseguem distinguir diferentes expressões faciais negativas, revela estudo científico

Cães demonstram capacidade de reconhecer e diferenciar expressões faciais negativas, o que pode ter implicações significativas para a interação humano-animal.

11/08/2026 19:52

2 min

Estudo mostra que cães podem diferenciar emoções
Estudo mostra que cães podem diferenciar emoções

Cientistas descobriram que os cães possuem uma habilidade notável para interpretar expressões faciais humanas, mas até agora não era claro como seus cérebros processavam essas informações. Para investigar essa questão, pesquisadores realizaram exames de Ressonância Magnética Funcional (fMRI) em cães, a fim de entender se eles reconhecem emoções específicas ou apenas percebem expressões de forma simples.

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Os estudos mostraram que os cães conseguem distinguir diferentes expressões negativas entre si. Durante a pesquisa, os animais foram mantidos acordados e sem amarras, sendo treinados para permanecer deitados e imóveis dentro do scanner enquanto observavam fotos de rostos humanos desconhecidos.

O estudo foi dividido em dois experimentos principais.

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Experimentos e descobertas

No primeiro experimento, oito cães foram analisados para comparar suas reações cerebrais ao ver rostos humanos felizes em relação a rostos neutros. A equipe identificou que a visualização de rostos felizes ativava fortemente uma rede de áreas no lado direito do cérebro dos cães.

Essa rede incluía o córtex temporal e o núcleo caudado, regiões associadas ao processamento de recompensas, como comida ou cheiros familiares. Isso sugere que sorrisos humanos transmitem um significado emocional positivo para os cães.

O segundo experimento envolveu 12 cães e apresentou fotos de rostos expressando quatro emoções básicas: felicidade, raiva, medo e tristeza. Utilizando inteligência artificial, os cientistas conseguiram determinar com precisão quando os cães estavam visualizando um rosto feliz comparado a qualquer uma das emoções negativas.

Contudo, a área do cérebro relacionada à “felicidade” não diferenciou as emoções negativas entre si.

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Implicações evolutivas e limitações do estudo

Um ponto interessante foi a maneira como o medo se destacou no cérebro dos cães. Essa emoção negativa foi facilmente identificável pelos pesquisadores e possui um sentido evolutivo importante: reagir ao medo alheio é crucial para a segurança e sobrevivência dos animais.

Esse aspecto pode explicar por que os cães são tão sensíveis às emoções humanas.

No entanto, o estudo teve algumas limitações. A maioria dos cães analisados era da raça Border Collie, conhecida por sua forte conexão com humanos e facilidade de treinamento. Os pesquisadores alertam que esses resultados podem não ser generalizáveis para outras raças.

Além disso, durante os testes no laboratório, os cães observaram imagens estáticas em 2D; na vida real, interagem com expressões dinâmicas e com o corpo inteiro das pessoas, o que oferece pistas muito mais ricas para interpretação emocional.

A pesquisa foi realizada sob supervisão de Thiago Félix.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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