Cacau tem queda de 6,04% na Bolsa de Nova York, cotado a US 6.065 por tonelada
A queda do cacau reflete a pressão do aumento da oferta da Costa do Marfim, impactando o mercado e levando investidores a realizarem lucros.
O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro fechou nesta sexta – feira (10) na Bolsa de Nova York com uma queda de 6,04%, sendo cotado a US 6.065 por tonelada. A análise do Barchart aponta que a pressão no mercado se deve a sinais de aumento na oferta da Costa do Marfim, o principal produtor mundial dessa commodity.
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Essa situação levou os investidores a realizarem lucros e liquidarem posições compradas nos contratos futuros.
Informações recentes indicam que entre 1º de outubro de 2025 e 5 de julho de 2026, os produtores da Costa do Marfim enviaram 2,07 milhões de toneladas de cacau para os portos, um número superior ao registrado no mesmo período da safra anterior.
Café e suas flutuações
No que diz respeito ao café arábica, o contrato futuro também apresentou recuo, com uma queda de 3,92% e encerrando o pregão cotado a US 3,47 por libra – peso. Análises internacionais apontam que essa diminuição ocorreu após uma semana marcada por oscilações significativas nos preços.
Logo no início da semana, um movimento especulativo se direcionou às commodities agrícolas em busca de proteção. Isso foi impulsionado por receios relacionados à intensificação do fenômeno El Niño, que pode gerar condições climáticas adversas em regiões produtivas tanto de café quanto de cacau.
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Em resposta à volatilidade elevada, a Intercontinental Exchange (ICE) decidiu aumentar os requisitos de margem para negociação dos contratos futuros dessas commodities, o que acabou reduzindo a liquidez do mercado.
Com menos participantes dispostos a manter posições abertas, as movimentações dos preços tornaram – se mais acentuadas. Um analista de uma multinacional do setor agrícola mencionou que o mercado enfrenta um “vácuo de liquidez”, onde muitos investidores especulativos operam apenas durante o dia e encerram suas posições antes do fechamento do pregão.
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Isso contribui para oscilações ainda maiores nas cotações.
Açúcar e algodão sob pressão
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro caiu 1,59%, encerrando o pregão cotado a 14,88 centavos de dólar por libra – peso. A análise do Barchart indica que essa queda foi influenciada pela redução aproximada de 1% nos preços.
Com a desvalorização do petróleo, o etanol perdeu competitividade, levando usinas a considerar destinar uma maior proporção da cana – de – açúcar para produção de açúcar ao invés de biocombustível. Essa mudança gera expectativas sobre um aumento na oferta da commodity no mercado, impactando negativamente os preços.
No segmento do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro registrou alta de 1,13%, fechando cotado a 81,54 centavos de dólar por libra – peso. Esse movimento positivo ocorreu após a divulgação do relatório mensal sobre oferta e demanda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O relatório manteve inalterados os estoques finais da safra 2025/26 em 4,2 milhões de fardos. Contudo, para a safra 2026/27, houve um aumento na estimativa dos estoques finais em 400 mil fardos, totalizando agora 4,1 milhões. Essa alteração reflete um crescimento equivalente na previsão da produção para essa safra, que subiu para 13,7 milhões de fardos devido à revisão na área plantada nos Estados Unidos.
Suco de laranja também registra queda
Por fim, o contrato futuro do suco de laranja com vencimento em setembro encerrou sua negociação na Bolsa de Nova York com uma diminuição de 1,42%, sendo cotado a US 1,42 por libra – peso.