Britânico confessa ter drogado e estuprado a própria esposa por mais de 20 anos

Homem se declarou culpado por 45 acusações, incluindo 21 estupros, em tribunal de Manchester.

Vista geral da fachada do Tribunal da Coroa na Minshull Street, em Manchester, 11 de setembro de 2026 REUTERS/Phil Noble

Um homem britânico de cerca de 60 anos se declarou culpado nesta segunda – feira (14) por drogar e estuprar a própria esposa repetidamente ao longo de mais de duas décadas. A confissão aconteceu no Tribunal da Coroa de Minshull Street, em Manchester, pouco antes do início do julgamento, no norte da Inglaterra.

Para proteger a identidade da vítima, que tem direito ao anonimato vitalício, o nome do agressor não pode ser divulgado. O caso envolve um total de 45 acusações, somadas a outras 15 que ele já havia admitido anteriormente. Os crimes ocorreram entre 2004 e 2025.

Detalhes das acusações e o padrão de abuso

O réu confessou 21 crimes de estupro, 15 de agressão com penetração, 11 de agressão sexual e um de compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento. Ele também admitiu ter administrado substâncias para deixar a esposa inconsciente.

De acordo com a acusação, a mulher era estuprada e agredida sexualmente dentro da própria casa enquanto estava desacordada, após ser drogada pelo marido. O padrão de violência se estendeu por mais de vinte anos, configurando o que as autoridades classificaram como uma “campanha de abuso”.

A defesa do homem não se manifestou publicamente após a confissão. O caso ganhou contornos ainda mais complexos com o envolvimento de outros suspeitos.

Outros homens acusados e a investigação policial

Além do marido, outros doze homens, com idades entre 28 e 74 anos, também foram acusados de abusar sexualmente da mesma vítima entre 2018 e 2025. Todos eles negaram os crimes, que incluem estupro. O julgamento desse grupo está marcado para ocorrer no mesmo tribunal de Manchester e deve durar vários meses.

O subchefe da Polícia da Grande Manchester, Rick Jackson, comentou o caso. “Nosso foco continua sendo apoiar a vítima dessa terrível campanha de abuso ao longo dessa investigação muito complexa”, afirmou. Jackson acrescentou que “continua sendo prestado apoio especializado à vítima que está no centro deste caso”.

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A polícia não deu detalhes sobre como os outros doze homens teriam se envolvido com a vítima ou como foram identificados. A investigação foi descrita como complexa e de longa duração, exigindo trabalho minucioso das equipes especializadas.

A vítima, que agora está sob proteção e recebe acompanhamento psicológico, não teve a identidade revelada em nenhum momento do processo. O tribunal determinou que o anonimato dela seja mantido por toda a vida.