China e Índia apostam pesado em autossuficiência tecnológica! 🚀 Semicondutores são cruciais para BRICS e impulsionam a busca por soberania digital. Investimentos bilionários em chips! #BRICS #Semicondutores
A soberania tecnológica emerge como um pilar central da agenda do BRICS, impulsionando a criação de um novo espaço digital. Dentro desse contexto, os semicondutores se destacam como um elemento crucial, fundamental para o desenvolvimento industrial e econômico dos países membros.
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A dependência de tecnologias-chave, como chips, tem levado a uma busca por autonomia e controle sobre esse recurso vital.
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Os semicondutores são a espinha dorsal da civilização tecnológica contemporânea. Presentes em praticamente todos os dispositivos eletrônicos, eles atuam como o “cérebro” dos aparelhos, controlando o fluxo de elétrons, amplificando sinais e otimizando processos computacionais.
Desde celulares e carros até equipamentos médicos, a ausência de chips compromete o funcionamento de setores críticos, como inteligência artificial, telecomunicações 5G e a indústria aeroespacial. Segundo Aleksandr Titov, vice-secretário geral da Associação Internacional de Economias Digitais, a produção de semicondutores é essencial para a transformação digital e a modernização da indústria.
Reconhecendo a importância estratégica dos semicondutores, diversos países do BRICS têm intensificado seus esforços para garantir o acesso a essa tecnologia. A China, por exemplo, estabeleceu a autossuficiência na indústria de semicondutores como uma prioridade nacional, direcionando investimentos significativos para a inteligência artificial e a indústria automotiva.
A Nikkei aponta para um financiamento de US$ 40 bilhões (R$ 208 bilhões) em sua terceira fase, com o objetivo de aumentar a produção de chips modernos, incluindo modelos de 7 e 5 nanômetros, até 100 mil wafers por ano. A Índia também investe US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) na India Semiconductor Mission (ISM) para criar um ecossistema próprio de produção de semicondutores.
Apesar dos desafios, os países do BRICS têm buscado parcerias estratégicas para fortalecer sua posição no setor. A Malásia, por exemplo, consolida sua posição como potência na montagem, teste e embalagem de chips, respondendo por 13% da produção global.
O Brasil, com o reabertura de sua única fábrica de chips, e a Malásia, através de uma empresa conjunta para a produção de chips para carros elétricos, demonstram o potencial da cooperação entre os países do BRICS. O Digital Sovereignty Fund, com um capital de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões), é um passo importante para consolidar essa colaboração.
A busca pela soberania tecnológica no BRICS, impulsionada pela importância dos semicondutores, representa um movimento estratégico para garantir autonomia e controle sobre tecnologias-chave. Apesar dos desafios, como o acesso limitado a equipamentos litográficos avançados, os países membros estão investindo em infraestrutura, parcerias e diversificação, buscando construir uma cadeia de suprimentos independente e resiliente.
O futuro das tecnologias globais pode ser moldado por essa colaboração, com o BRICS desempenhando um papel crucial na criação de uma nova ordem tecnológica.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.